O MUNDO É DOS INSECTOS!


Se saírmos de órbita e observarmos o planeta à distância, pensarmos no equílibrio tão fino que existe na sobrevivência da espécie humana, e lembrando-me de uma frase que o meu avô nos dizia, concluo: a espécie humana não tem futuro.
“O futuro vai ser dominado por insectos” dizia o meu avô. Se calhar tem razão, o meu querido avô.

LEI DO TABACO


Onde moro existe um café que toda a gente frequenta.
Quando, finalmente saiu a lei “anti-tabaco”, foi-lhe perguntado se o seu café seria de fumadores ou não-fumadores. Respondeu que gostaria que fosse de não-fumadores mas que não tinha hipótese…

O Governo decidiu (depois de muitos países europeus) legislar no sentido de proteger os não-fumadores. Na primeira proposta dizia-se que, além das instituições e serviços públicos , também nas empresas abertas ao público (cafés e restaurantes) até 100 m2 seria proibido fumar.

Eu concordo em absoluto com o sentido da lei. Proteger os não-fumadores, no seu direito de ser não-fumador. A melhor maneira de resolver o problema (pois também defendo o direito a ser fumador), seria o de estabelecer espaços para fumadores e espaço para não-fumadores. Como isso, para espaços pequenos impossível, houve que estabelecer um espaço (não faço ideia se os 100m2 são os adequados). E concordo que, nos espaços em que seria impossível haver segregação de espaços, o estabelecimento seria não-fumador.

Vária vozes foram contra esta solução. Perseguição aos fumadores! Ataque à Liberdade Individual (do proprietário do café, pois este deve ter liberdade de escolher se o seu estaminé é para fumadores ou não). O Governo fez-lhes a vontade. O resultado? Quase nenhum. Se havia um objectivo na lei, foi cumprido? Eu acho que não. Como se demonstra no exemplo no inicio.

É que este é um exemplo do que o bom senso não resolve (aparentemente) e o Estado vai interferir na luta entre duas liberdades. A Liberdade do fumador e a Liberdade do não-fumador. Qual ganhou?

Saúdinha

A SANTA ALIANÇA


Perante esta Santa Aliança, que se pode esperar?
A declaração de guerra que os dois fizeram a Bush é impressionante.

É que, é bom que não se esqueça, a luta pelo Poder não tem descanso.

Nesta guerra, que, na minha opinião os USA estão a cada dia que passa a perder vantagem. Há quem diga que o Império atingiu o cume e vai começar a perder Poder.

A ONU (ou deverei dizer, os Estados Unidos?), através de Tony Blair, está a jogar uma cartada no Médio Oriente. Com problemas na faixa de Gaza – o Hamas controla – ,no Líbano - a Hezbollah está latente – Israel está ameaçado… pelo Irão. Tony Blair vai tentar, ao fim de 60 anos (!) tentar a f´rmula dos Dois Estados. É uma missão quase impossível, digo eu, mas Tony Blair pode ser o gajo certo.

Além destes problemas, o Iraque continua sempre em crescendo, não se adivinhando quando estará seguro. As tropas americanas não podem aguentar muito mais, sem a Opinião Pública exigir o regresso.

Mas dizia eu, perante esta aliança, assustadora, aterradora, que declaram guerra aos USA, não tenho dúvidas em relação a qual deve ser o meu lado da guerra. Acredito que haja quem defenda uma neutralidade, eu não. Se os USA perdem Poder para esta Aliança, nós vamos perder.

Defendo é que seja possível os USA e a UE terem uma política diferente. Uma política que defenda os nossos Valores com toda a emergia possível, mas respeite os outros. Uma política para os povos.

Nesse sentido torna-se importantíssimo o nome do próximo Presidente dos USA.
Alguém tem opinião dos possíveis candidatos?

PS: Enquanto isto a China… tece a sua teia. Estou convencido de que quando a China abrir a sua boca, será para dizer: A partir de agora isto é diferente… e ditará os novos mandamentos. Mas eles têm tempo… A escala de tempo da China é diferente. Por ora, felizmente, é evidente que não se juntam a esta Santa Aliança.

Saúdinha

Arte Contemporânea? É Por Aqui.

Em jovem tive um cunhado que era um bocado passado. Nessa altura a casa da minha irmã e a vida que por lá se levava era, no mínimo, algo extravagante.

Lembro-me do culto das músicas dos Velvet Underground e quejandos, lembro-me das estantes cheias de livros estranhíssimos do Boris Vian, Kafka ou Kerouac e lembro-me das paredes cheias de serigrafias do Warhol e do Lichtenstein que eu, na minha (ainda hoje persistente) falta de cultura no campo das artes visuais, cheguei a pensar que era o meu cunhado que as fazia (ele que até tinha alguns dotes artísticos). Aquilo era de facto um banho de “Cultura Pop”.

Quando a minha irmã se separou eu perdi o contacto com este meu cunhado e de alguma forma também com esta “Cultura Pop”.

Pois agora que o nosso Comendador conseguiu incluir Lisboa na rota da arte contemporânea (onde a “Arte Pop” é certamente um dos seus movimentos mais significativos) declaro desde já o meu empenho para que o Merdex não fique fora da Rota.

(Pin Ups de Mel Ramos)

Terror Estereofónico

Como pai, até tremo só de pensar na famosa “Idade dos Porquês” por onde todas as adoráveis criancinhas passam lá por volta dos 5/6 anos.

Por mais boa vontade, abertura de espírito e consciência educativa com que me prepare para responder às primeiras perguntas, sou rapidamente consumido pelo ininterrupto encadeado de questões que se sucedem a um ritmo frenético e que utilizam uma lógica absolutamente metafísica na sua subordinação. O desespero leva-me normalmente a recorrer a manigâncias de que depois me envergonho (do tipo “vai perguntar à mama” ou “olha, os desenhos animados já começaram”).

Agora imaginem tudo isto em estéreo! Garanto que por muito menos há muito boa gente internada em hospícios.

Eleições, Para Que Vos Quero?

Na maioria das mais recentes ocasiões em que os Portugueses foram chamados a emitir a sua opinião através do voto, os resultados da abstenção tem sempre surpreendido pela negativa.

Parece-me demasiado fácil dizer que o fenómeno não é mais do que a constatação da fraca consciência cívica que é pressupostamente uma das características do povo Lusitano. Já por diversas vezes, sob o modelo adequado, os Portugueses deram mostras de que estão dispostos a participar e a manifestarem-se (neste gráfico vemos que já houve inclusive eleições em que a taxa de participação atingiu os níveis mais altos dos restantes países Europeus).

O Manolo diz num dos posts lá em baixo qualquer coisa como: os modelos políticos não estão a acompanhar a evolução das expectativas dos cidadãos. Concordo em absoluto e Portugal é certamente um dos países Europeus onde esta afirmação é mais verdadeira. Os Portugueses arrancaram para a modernidade e nos últimos anos deram saltos quantitativos e qualitativos de gigante (os programas do A.Barreto que vi, e tenho muitíssima pena de não os ter visto todos, davam bem conta disso). No entanto o modelo político não evoluiu: uma Constituição pesadíssima, um sistema partidário desorganizado, afastado dos cidadãos e quase implodido à conta das tricas dos seu barões, um sistema municipal bafiento sem capacidade para funcionar e que só serve de bebedouro para o caciquismo partidário, um parlamento que pouco parlamenta e que é pouco mais do que o camarim dos nossos políticos profissionais.

Não se revendo no modelo, os eleitores mandam-no às malvas e juntam-se todos num cantinho à espreita de alguém em quem possam confiar … chame-se ele Sebastião ou não.

Eu só espero é que quem venha, venha por bem!

Tu É Que És O Presidente Da Junta

Da mesma forma que disse que não acredito numa Europa construída à margem dos seus cidadãos, também não tenho muita fé numa cidade gerida sem a participação dos seus habitantes.

Lisboa está nesta situação. A maioria dos seus habitantes não está com muita disposição, ou pelo menos com um mínimo de entusiasmo, para ajudar a resolver os problemas da cidade. Esta é seguramente uma leitura que se pode fazer da elevada taxa de abstenção, independentemente das razoes que possamos julgar terem levado os eleitores a preferir outras paragens que não as mesas de voto.

Rock Em Stock

Esta é a musica que eu quero andar a cantarolar quando for velhinho!


(My Way, Frank Sinatra)

Era Uma Vez O Menino Zéquinha



Eu sei que estas ilações são sempre abusivas, mas neste caso não resisto: o episódio do Zéquinha é sintomático da atitude face à autoridade que se tem generalizado em Portugal. Ou seja, não se dá grande valor. E até se a pudermos estorvar, nem hesitamos! Só assim se explica que um puto de 18 anos se dê ao desplante de tirar o cartão da mão de um árbitro (não, o calor da competição não pode ser justificação!). E se as histórias do irreverente Menino Zéquinha ainda tinham alguma graça, a esta não lhe consigo achar piada nenhuma.

Julgo que, entre os povos europeus, não deve haver nenhum outro que demonstre tão grande desrespeito pela autoridade como o Português (talvez os Gregos que têm a mania que são artolas … mas mesmo assim…).

Aquele rapaz, o Arroja (que agora escreve no Portugal Contemporâneo), diz que o povo Português quando lhe é dado o Poder, através da Democracia, não sabe o que lhe há-de fazer e começa a desbaratá-lo….Será?




Oportunidades Mesmo Novas


(Alentejo, Raphael o Pensativo)

Um dos grandes desafios dos anos vindouros vai ser o aperfeiçoamento de fórmulas capazes de equilibrar a economia (entendida como a manutenção/crescimento da nossa actual qualidade de vida) com a protecção do ambiente. Este equilíbrio, que é normalmente referido como desenvolvimento sustentado, já há muito tempo que devia ser transversal à actividade politica (económica e social) e estar enraizado na actividade individual. Na realidade não o está: nem num caso nem noutro.

Salvo raras excepções, a generalidade dos Estados e das Pessoas continuam a ter comportamentos essencialmente egoístas e a chutar o problema para o vizinho do lado.

Em Portugal, então, o caso é gritante. Os sucessivos ministros do ambiente não têm sido mais do que meros figurantes a ver passar os bonecos. Não me lembro, em nenhum governo, de ver uma politica concertada, nacional, de defesa do ambiente. E é pena! Esta era uma das áreas que Portugal se deveria juntar ao grupo dos países campeões da causa. Uma área em se deveriam desenvolver boas práticas que depois pudessem originar pólos de estudo e de investigação, novas indústrias, novas tecnologias, novos empregos, … Penso que o sector privado está prontinho para começar a investir em tudo o que é desenvolvimento sustentado; bastava o Governo dar sinais claros que esta seria uma prioridade, um desígnio nacional, para que o mercado começasse a funcionar.

Outras Sugestões Para Férias


Adriana Lima e Ana Beatriz Barros, no E Deus Criou A Mulher

Sugestões Para Férias


Santorini, Grécia

Ou Há Democracia Ou Comem Todos


Ali em baixo, o Alex põe o dedo numa ferida antiga: não há Democracia sem democratas.

Dá o exemplo de Timor para conjecturar que a Democracia não é um sistema de aplicação universal, e que quando as populações não sentem um certo apelo democrático a implementação deste sistema torna-se tarefa difícil.

Depois vira-se para Portugal e aponta o dedo ao autocrático Primeiro-Ministro Sócrates (ao ponto de lhe por um nariz de porquinho), dando a entender que seria ele um dos principais culpados de uma certa falta de democracia que hoje se pressente na sociedade portuguesa.

Acho que o Alex disparou ao lado: para acertar na explicação para o tão propalado deficit democrático da sociedade portuguesa, bastava-lhe ter continuado na mesma linha de raciocínio que tinha utilizado na primeira argumentação.

Lisboa, Cidade Cosmopolita

Confesso que não vi muito da cobertura televisiva das eleições de Lisboa, mas que ri a bom rir com a jornalista da RTP a entrevistar os velhinhos de Cabeceiras de Baixo que tinham vindo em excursão para aclamar o Costa, lá isso ri!

A Beber

Gin Tónico, claro!



E aqui fica a receita para o Gin Tónico perfeito:

You need:
1. Some Collin/Highball glasses or just tall glasses for water
2. some lemons [well washed]
3. ice-cubes [a lot :-)]
4. Gin [I prefer Bombay Sapphire but if you want strong taste you can try Tangueray]
4. Some Tonic cans [I prefer Tuborg]

and now the recipe [with its secrets...]
1. Cut a lemon slice and squeeze it into the glass, to get out all its oil and juice and after this put it at the bottom of the glass
2. Full with ice cubes till the edges of the glass [i repeat: till the edges!]
3. Squeeze a half lemon above of the ice cubes. Wait for 30 secs.
4. Fill the 1/3 of the glass with Gin [how much strong do you want your cocktail?]
5. Fill the rest of glass with Tonic
6. Gently stir the mixture with the knife you have cut the lemon

Thats it!
Now you know, how to make the PERFECT Gin 'n Tonic!
Cheers! ...and please drink carefully...

Senhor Costa, Faça O Favor De Tomar Bem Conta Desta Menina!

Rock Em Stock



Aparentemente o Eric Clapton compôs esta música enquanto esperava pela sua mulher que se arranjava para irem a uma festa.

Pois aqui fica, na versão cantada pelo Ivan Lins, para que vocês se lembrem dela naquelas ocasiões em que exasperadamente esperam que a vossa mulher (ou marido!) acabe de se arranjar. E depois não se esqueçam de lhe dizer que ela (ele) “look wonderful tonight”

Todos Diferentes, Todos Iguais

Na sequência ali do post do Manolo sobre a Europa (entre outras coisas) comentei que não acredito numa Europa feita à margem dos seus cidadãos. E não acredito!

No mês passado participei num workshop em que representantes de quase todos os países europeus debateram o futuro da aviação civil na Europa. Durante uma semana fizeram-se as habituais análises de riscos e oportunidades dos vários sectores da indústria e tentou-se chegar a conclusões sobre o impacto que uma Europa mais globalizada poderá e deverá ter nesta importante indústria. No fim da semana (no “wrap up”!) o director do workshop fez questão de frisar que nas várias análises que se fizeram foi recorrentemente referida como oportunidade a colaboração entre os vários países; e nunca o facto de o céu se estender indiscriminadamente por vários países foi referido como uma ameaça ou risco. A pergunta que se impôs foi: porque não acontecem então os projectos transeuropeus mais facilmente? E a resposta foi unânime por toda a audiência: por questões puramente politicas!

Estou convicto de que existe, e se vai reforçando de dia para dia, um espírito Europeu. Os cidadãos dos estados Europeus têm consciência de um sentimento de pertença a uma certa unidade onde são partilhados muitos valores. Este sentimento tem que ser explorado e alimentado para o fortalecer. Algumas das vantagens práticas da EU são evidentes no dia-a-dia (o euro, as fronteiras). A construção da Europa deve ser feita de baixo para cima, através do aproveitamento dos vários exemplos que vão acontecendo aqui e ali, e não de cima para baixo, através dos jogos políticos dos bastidores.

É claro que não podemos exagerar. Não se podem esperar mais afinidades do que aquelas que existem naturalmente. Os diversos povos europeus estarão sempre afastados por enormes diferenças culturais (eu, por exemplo, depois de ter sido algumas vezes surpreendido, lá tive que explicar a alguns colegas meus (de diversas nacionalidades) que em Portugal os beijos entre homens estão circunscritos ao domínio dos laços familiares, e que de futuro eles se deveriam abster de, por mais festivas que sejam as ocasiões, virem todos lampeiros prontos para me pespegar com duas grandes beijocas). Esta diversidade tem que ser respeitada e qualquer tentativa de a subestimar deitará por terra qualquer projecto de união.

Eu sou um grande defensor do conceito de referendo em geral e neste caso em particular. Acho que é um instrumento importante para ouvir a opinião das pessoas e para forçar ao debate. No caso do tratado acho que seria importante referendar e obrigar a faze-lo de uma forma generalizada e simultânea em todos os países implicados. Teriam que se por cuidados especiais na pergunta a fazer (referendar os artigos do tratado seria certamente contra-produtivo) mas alguma coisa deveria ser. As consequências depois se veriam!

5* Voltem, Estão Perdoadas!



Na minha juventude também fiz as minhas aventuras no campismo. Umas mais radicais do que outras, todas elas me ensinaram que o campismo é uma excelente escola para aprender a gerir recursos: a água, os alimentos, a energia, e os próprios meios financeiros tem que ser geridos com parcimónia, de forma a evitar eventuais rupturas que nos obriguem a regressos antecipados.

Motivado por esta convicção decidi levar os meus filhos numa aventura campista. Parti durante uma semana numa auto-caravana e lá nos andámos a passear por terras de Franca.

Para a miudagem foi super divertido e julgo que os tais ensinamentos foram de alguma forma transmitidos. Para mim… confesso que já não tenho vida para aquilo!

LISBOA, A CIDADE-FANTASMA

Domingo temos uma eleição muito importante. A eleições intercalares tem importância Nacional.
Com um clima cada vez pior, Sócrates pode, com uma grande derrota de A.Costa ou com grande vitória de Roseta (a seguir a Alegre tê-lo feito passar vergonha), ver o PS a esvair-se para os “movimentos”, Marques Mendes pode, com derrota humilhante de Negrão, perceber que o PSD está dividido entre si e “os outros todos”, Paulo Portas pode ganhar posição com um vereador eleito e começar a puxar para si a “liderança da oposição”.

E é urgente “pôr a Câmara a trabalhar”. Lisboa está um nojo! Não há transportes decentes, está suja, não há locais para andar, para disfrutar um simples passeio…falta cultura, falta património, falta o centro histórico.
E tem 30000 funcionários (ou lá o que é!). Há o dobro de funcionários por capita do que cidades como Madrid e Barcelona, têm a maior taxa de faltas ao serviço da Europa, acessores, consultores, administradores, acessores de administradores, relações públicas, motoristas, seguranças, filhos, cunhados, sobrinha da vizinha, namorado “daquela do café…

E deve a toda a gente! E há IMENSOS projectos imobiliários…

E o MAIOR problema: ninguém vive em Lisboa! É uma cidade-fantasma, durante a noite! Estou-me a referir ao Centro. A Lisboa. Não aos bairros dormitórios. Porque é inexorável, o movimento da população lisboeta.

Temos uma cidade deslumbrante, com um Estuário raro no mundo. A zona ribeirinha é fundamental para a nossa qualidade de vida. A mobilidade, os transportes, rápidos e confortáveis e…ao preço justo (gostei da Roseta pôr em causa o monopólio da Carris), a reabilitação de todo o centro, a criação de espaços públicos, espaços de cidade, cultura, espectáculos, enfim, actividade humana…

Lisboa está grave! As eleições são o momento em que a voz do Soberano se faz ouvir. Vamos ouvi-la no Domingo.

Estive uma semana em Espanha em Junho e houve uma coisa que me impressionou: cheguei num sábado, fim-de-semana. Na segunda feira, acordei no quarto de hotel com o som de martelos pneumáticos! Quando me dirigia para a praia, assistia, boquiaberto à actividade daquela terra, completamente vazia na época. Camiões a lavar as estradas, máquinas a reparar os buracos das ruas, ao pé de uma rotunda pintavam qualquer coisa, e absolutamente de admiração era o som: apenas se ouvia o som do trabalho. Quando cheguei à praia, um tractor a toda a velocidade, arrastava o lixo da praia. Fiquei deveras impressionado. É um serviço diário, não é como cá, quando o “mal” se torna insuportável…
Onde moro há 6 anos há uma “estrada” que tem um cartaz que diz: Piso em mau estado. Conduza com prudência! E pronto! Há seis anos! O cartaz lá continua… O piso está em mau estado, não há nada a fazer... É sintomático de tanta coisa…

Em relação aos candidatos, e sabendo que os resultados das eleições podem alterar tudo o que disser, é o meu prognóstico:
António Costa vence sem 9 vereadores. Fez uma campanha séria, quando quase todos o quiseram tirar do sério. Tem, parece-me uma boa equipa. Esperemos que tenha sorte. Depois Carmona com 3 vereadores. É uma grande vitória pessoal. Foi contra a vontade de quem o pôs lá e julgo que foi mais produto de muitas coisas que não a sua vontade. Gostei de o ouvir, emocionado: “-Esta não foi a alegria que eu vi a seguir ao 25 de Abril, esta não é a Democracia que eu sonhei…” Seria, ao mesmo tempo uma derrota dura para Marques Mendes. Roseta com 2 vereadores e Negrão também com 2 tem uma leitura oposta: Roseta é uma vitória, pois contra o partido do governo, chega para haver governabilidade e portanto pode ter um papel importante, Negrão tem uma derrota imensa, concorrendo pelo partido vencedor nas duas últimas eleições ficava logo encostado. Marques Mendes não aguentaria as convulsões no PSD e sairia. Quem poderia vir?
Telmo Correia, era vereador e anuncia o regresso de Paulo Portas ao palco principal, e Sá Fernandes o último eleito, uma merecida vitória. A CDU ficava com 0. A verdadeira Revolução estalava no PCP!
Os que achei mais intragável: PNR e o Pinto Coelho e o inenarrável Gonçalo da Câmara Pereira (a propósito disto tenho na minha lista, um post sobre o estado da causa monárquica).

O interessante é que ao PS, bastava um vereador para poder governar. Como agiria António Costa?

Saúdinha

NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM DEMOCRATAS!




Isto é uma evidência, mas parece-me que há gente que se esquece desta coisa óbvia: se as pessoas não são democratas, não pode haver Democracia.

Lembrei-me disto a propósito das eleições em Timor. A Fretilin foi o partido mais votado, mas os partidos perdedores coligaram-se imediatamente para obter uma maioria contra a Fretilin.
As palavras de Xanana foram sublimes:




“ O Povo mostrou com o seu voto a sua vontade de governarmos contra a Fretilin…”
Certeiro! Preciso!




Demonstrativo de como não se pode pensar em Democracia Global sem preencher a condição sine qua non: para haver Democracia são necessários democratas. E isto leva-nos ao que se passa no Iraque, Palestina, África, etc, etc.

A Democracia não é um sistema exportável. A Democracia tem que partir do sentimento democrata de cada um.

E, dado o clima nauseabundo que se vive entre nós, de controleirismo partidário, começo a duvidar da sinceridade do nosso 1º ministro. É que cada vez mais se parece mais com um Autocrata…

Pode ser que não esteja a ver bem…

Saúdinha

FELICIDADE É...


O primeiro dia de férias!


Pensamos no tempo que temos. Na praia, nos livros, nos filmes, nos petiscos, nos jogos, nas conversas, nas sestas e no resto...


Não vemos o fim, temos todo o tempo. É a felicidade!


Saúdinha e... Boas férias

Cheira a Lisboa

Sou lisboeta, mas não vivo na cidade. Não voto nas eleições na Câmara. Pelo que vi e ouvi, acho melhor para a cidade que ganhasse a Helena Roseta. Mas a esperada vitória de António Costa é também melhor que qualquer outra à excepção da experimentada arquitecta, agora independente. Para além de me parecer bem preparada tecnicamente (em comparação com os conhecimentos dos "dossiers", o Fernando Negrão foi hilariante), a sua proposta é o trabalho em conjunto, sério, para dois anos. Não querer fazer "grandes obras e transformações", mas promover as pequenas acções, possíveis e, no fundo, fazer renascer uma cidade que pode e deve ser uma boa cidade para viver e visitar. Carmona parece que ficará em segundo, e estará disposto a trabalhar com Costa e Roseta. Negrão será oposição. O Sá Fernandes, que é uma mais-valia para a população de Lisboa, pode participar constructivamente neste governo da cidade. O do PCP será oposição moderada.
As cidades europeias, não só as grandes, têm uma vida, uma animação, motivos de interesse, e parecem ser (que admiração), pensadas para usofruto das pessoas. Especialmente aos fins-de-semana, obviamente, pois é quando todos estamos disponíveis e com vontade para "a vida" os "motivos de interesse" e queremos "usufruir".
Em Lisboa, toda a Baixa, Chiado, Rossio, Praça da Figueira, Largo Camões, etc, estão "fechados para week-end". As lojas, restaurantes, não há residentes (no Rossio, actualmente há um ;1 residente), tudo está às moscas. Isto é o mal. O diagnóstico. A solução também é partilhada por todos: trazer habitantes, classe média sobretudo, tirar trânsito, resolver estacionamento, integrar o Tejo na cidade, etc.
Serão capazes?

Kosovo, a Europa e outras coisas

Brevemente, a ONU fará a sua declaração sobre a independência do Kosovo. A vontade de uma pequena “etnia” tem hoje poder. A Sérvia, suportada pela Rússia não admite que o seu território seja cortado de uma “fatia” que é a raiz da sua própria nacionalidade. As minorias sérvios isoladas no Kosovo, rodeados de kosovares-albaneses passará a ser problema da União Europeia, cuja força de paz substituirá a da Nato, mandatada pela ONU.

Não sei qual será a decisão. Tenho alguma simpatia pelos independentistas mas sei, também que quase não há Estados-países que tenham uma população homogénea. É um bico-de-obra. Guerras continuam a existir. A injustiça e o erro fazem parte da humanidade. Por isso, há decisões difíceis.

Só um sistema tipo ONU mesmo no seu design pós 2ª guerra, lidando com os interesses dos Estados e das multinacionais e também das ONG, dos Media, da opinião transnacional é que pode decidir numa matéria destas.

Hoje o poder não são só, os Estados. Estamos simultaneamente a aprofundar as individualidades (produtos por medida, empresas unipessoais) a terminar com a massificação (das 9H às 5, escolas) com a comunicação global (Internet). Os sistemas políticos dificilmente acompanham a realidade, mas o essencial é determinar mecanismos de, por exemplo evitar que a duração do poder seja “eterno”.

Mas a Sérvia terá que aceitar, se a decisão da ONU for contrária à sua vontade, ficar sem a sua “identidade”, o Kosovo?

Aqui defendo eu a minha dama; aceitar e respeitar uma decisão, mesmo contrária aos nossos interesses, desde que seja obtida legitimamente, é tão difícil e improvável que verdadeiramente damos razão às minorias ou maiorias injustiçadas por essas más decisões. Engolir erros de outros não tem valor. Mas assim seria se as coisas corressem bem, e não correm. Por isso sempre houve guerras e revoluções. Para corrigir, sempre acreditaram os revolucionários, normalmente puros e idealistas de coragem, para melhorar, sonharam o mundo sem injustiça, onde todos viveriam em paz e sem necessidades.


É claro que a teia que a Humanidade vai tecendo, é nesse sentido. Aprender com o erro, ter o hábito de ter opinião, ser exigente, é um modo de vida que vai seleccionando, tanto as ideias, como aqueles que têm iniciativa, para resolver problemas, e é aquele que vinga hoje no Planeta, que detém o poder, e ainda bem. Os Estados Unidos em todos os aspectos e indiscutível no poder militar e o Ocidente são a parte maior do poder, mesmo na ONU e nas ONG. Aquilo a que chamam as Democracias liberais.

Claro que se o Ocidente perder o poder haverá sempre alguém para o agarrar. O que desejo (será realizável) é que defenda também a tolerância (que nem sempre é defendida no Ocidente) além dos aspectos mencionados, da liberdade de expressão, do mérito recompensado, e do poder rotativo.

A China e a Índia (vizinhas e desconfiadas) cada uma com inúmeros problemas, ganham, sem dúvida, poder. Nacionalismos e fundamentalismos, vários barris de pólvora aguardam faíscas. A União Europeia, de que Portugal faz parte, tem voz própria e quero que a mantenha. Para isso é necessário aprofundar a União, dizem os peritos (e eu acredito). Mesmo contra a vontade do povo? Só com referendo? Há países que são, a muitos títulos exemplares, como a Holanda, que não subscreve nenhuma espécie de “Novo” Tratado se houver necessidade “política” de referendo; assim mais uma vez, esta necessidade de negociar, de aceitar a “perda”, (pois a soberania vem da “vontade do povo”), ou rejeitar e “retroceder” pondo em risco a voz da Europa com os outros “actores”? Portanto, se tiver que ser sem referendo que seja sem referendo.

O MAL DO MUNDO


Mais uma vez o Obélix (Harpic chama novamente o nosso correspondentex!) disse-me algo que me pôs a matutar…

“ Toda a relação humana, excepto a amizade, é uma luta pelo Poder, inclusive o Amor”

Será?

Vamos supor que sim, que toda a relação humana, com a excepção da amizade, é uma luta pelo Poder. Se assim é, achámos a origem de todo o Mal.

Quando queremos dizer o que fazer, quando achamos que temos razão, quando fazemos tudo para saber primeiro, quando decidimos ir ou não ir, quando queremos influenciar, quando precisamos de ganhar, isto é o Poder?

Entre Cidades, entre regiões, entre clubes, entre Estados, entre Culturas, entre Religiões, tudo é luta pelo Poder?

E afinal o que nos dá esse Poder? Que relíquia é essa?

E a excepção é a amizade… Sejamos amigos então. Acabaríamos com todo o mal.

Isto é na suposição de que a frase do Obélix é verdadeira. Será?

Saúdinha

PINTO TEIXEIRA VERSUS JARDIM GONÇALVES


Hoje o Poder Económico dirige muito dos destinos dos cidadãos.
Em Portugal o maior grupo económico é o Millennium bcp.
Depois da famosa Assembleia Geral para alteração dos Estatutos, em que não chegou a haver votação, Paulo Teixeira Pinto e Jardim Gonçalves preparam munições para a próxima.
Fala-se nos media que 7 accionistas importantes querem “fazer a folha” a Jardim Gonçalves. Saiu na imprensa que JG quer destituir PTP.

O que se passa? Falou-se na entrada da Sonangol no BCP, fala-se de desblindagem do banco… Quais são as estratégias? O que querem cada um dos oponentes? O que isso pode influenciar as nossas vidas?

Alguém pode elucidar?

Saúdinha

E Porque Já Eram Muitos Posts Sem Fotografia



tirado do E Deus Criou A Mulher

Coisas Que Não Se Devem Fazer (2)

Cobiçar a mulher do colega.

Mesmo quando esta é uma Ucraniana podre-de-boa e linda-de-morrer e que ainda por cima responde ao nome de Victoria!

Nota Final

Pronto, confesso, hoje acordei um bocadinho mal dispostinho. Isto passa (ou não…)!

Tou Farto (10)

Estou farto de escrever posts Tou Farto.

Tou Farto (9)

Estou farto da cunhazinha, do favorzinho, do telefonemazinho e outros tantos zinhos que vão alimentando a nossa corrupçãozinha e que favorecem a mediocridadezinha.

Tou Farto (8)

Estou farto de cidades sujas, poluídas, desordenadas e que deixam ofuscar o seu património, as suas belezas e os seus encantos no meio de tanta barafunda.

Tou Farto (7)

Estou farto de intelectuais e pseudo-intelectuais com discursos herméticos, que do alto da sua erudição debocham da cultura popular (como se não fosse esta a verdadeira essência de uma Nação) e preferem funcionar em circuitos fechados a trocar piadas que só eles percebem.

Tou Farto (6)

Estou farto do tuga chico-esperto, inculto, estúpido, que vai passear de fato-de-treino ao Domingo para o ‘shopping’, que trata mal a mulher o os cabrões dos putos, que vive para encontrar maneiras de vigarizar os outros (principalmente o Estado) mas que ao mesmo tempo queixa-se permanentemente de que é uma vítima do sistema e diz frases idiotas como “agora que já me comeram a carne tem que me roer os ossos”.

Tou Farto (5)

Estou farto do novo-riquismo da classe média portuguesa, acomodada na sua confortável burguesia e a olhar com desdém para o resto do país que, coitadinhos, não os conseguiram acompanhar no seu bem-dito sucesso.

Tou Farto (4)

Estou farto da visão economicista da sociedade portuguesa onde tudo se resume a PIB’s, balanços, receitas, despesas, …quanto ganhas, quanto gastas, quanto compras, quanto tens, quanto gostarias de ter, …. onde as artes, as letras, a tradição, a história, a filosofia, … são considerados como meros acessórios.

Tou Farto (3)

Estou farto da mentalidadezinha mesquinha e pobrezinha que confunde o maldizer com a crítica e o cumprimento com a bajulação. Que acha que o entusiasmo é boçal e defende o culto do pessimismo. Que tão depressa aclama o vulgar como menospreza o que sobressai. Que tem inveja do sucesso dos outros mas que vive em função deles. Que confunde estrangeiradas com estrangeirismos.

Tou Farto (2)

Estou farto dos treinadores de bancada que emitem bitatos sobre tudo e sobre todos, com a eloquência de quem domina os assuntos (Portugal deve ser o único país onde se discutem OPA’s e relatórios da OCDE às mesas do café).

Tou Farto (1)

Estou farto da política à portuguesa, feita de tricas, intrigas e jogos de interesses, onde só se discutem miudezas e não se debatem as ideias. Onde nem os governos nem as oposições parecem ter uma ideia concreta do que querem para o país, limitando-se a navegar a popa e ir reagindo ao sabor acontecimentos.

Gente Que Gosto de Ler e Ouvir

Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Sousa Tavares, João Carlos Espada, Medina Carreira, António Barreto

Modernices!



Ontem foi dia de team-building aqui na Repartição. Lá fomos todos no autocarro a cantar o “O Meu Chapéu Tem Três Bicos” até chegarmos ao destino onde nos esperavam as “divertidas” aventuras relacionadas com o tema Índios…

Haverá limite para as figuras tristes que se conseguem fazer quando se entra no estado de agora-que-estamos-fora-do-escritório-temos-todos-que-ter-um-
comportamento-histérico-e-destrambelhado-e-que-se-torna-
ainda-mais-disparatado-depois-de-emborcar-
uma-garrafa-de-tintol?

Ainda se fosse como nos países nórdicos onde estas festas das empresas têm fama de acabar sempre num ganda deboche….

Coisas Que Não Se Devem Fazer (1)

Chamar filho-da-puta e cabrão-de-merda ao Senhor que de repente atravessa o carro à nossa frente e quase nos faz ter um acidente.

Principalmente quando no banco de trás do nosso carro vão três criançinhas adoráveis que tem a tendência para repetir aquilo que nós dizemos!

O Rock Em Stock

Se é verdade que a nossa personalidade se forma nos primeiros anos da nossa vida, também é verdade que a forma como vamos lidando com o resto do mundo vai sendo moldado por uma constante acumulação de experiências cognitivas, emotivas e sensoriais.

No meu caso, e no campo das experiências sensoriais, a música funciona como um género de marcos de referência através dos quais construo jogos de associacao, ou seja, de cada vez que ouço determinadas músicas lembro-me de determinados eventos.

Isto a propósito desta música, que cada vez que a ouço me transporta para umas inesqueciveis férias por terras das Beiras. Férias cheias de episódios e de experiências, onde esta música fazia parte do reportório de uma cassete que tocava em loop num velhinho leitor.


(Tuesday's Gone - Lynard Skynard)

Se é verdade que nós somos o resultado das nossas experiencias, naquilo que eu sou hoje estará certamente presente esta música.

Além, claro, de ser uma das melhores musicas de Rock de todos os tempos.

Lá Vou Eu Falar do Novo Aeroporto Outra Vez

1. Em média o tráfego aéreo duplica em cada 20 anos. Isto quer dizer que aos 10 milhões de voos de 2006 vão corresponder cerca de 20 milhões lá para 2025. É óbvio que precisamos de mais aeroportos! (claro que podemos não acreditar nas previsões. Eu também normalmente não me fio nas previsões meteorológicas, mas o pior que me pode acontecer é apanhar uma molha)

2. Neste primeiro semestre de 2007 o grupo das companhias low-cost e os business-jets foram responsáveis pela totalidade do aumento de tráfego aéreo registado (cerca de 5%). Estas estatísticas vêm confirmar uma tendência já verificada nos dois últimos anos e tudo leva a crer que assim continue nos próximos anos até que estes dois sectores juntos detenham cerca de 40% do total do tráfego aéreo (estas previsões não levam ainda em linha de conta o novo fenómeno dos Very Light Jets que, apesar de não ser por enquanto quantificável na Europa, espera-se que se venha a impor como o novo grande motor do crescimento do tráfego aéreo).

3. Os próximos dois/três anos vão ser decisivos na definição dos novos standards da indústria da aviação e na redefinição dos espaços aéreos dos países da União Europeia (no caso de Portugal, por exemplo, é praticamente inevitável uma fusão dos espaços aéreos Português e Espanhol).

4. Na minha opinião não existe nenhuma razão para que Portugal não possa pensar que consegue implementar uma plataforma logística (de passageiros e mercadorias) que se consiga impor como uma das portas de entrada dos fluxos transatlânticos. Agora, mesmo sem ser especialista, não me é muito difícil perceber que querer fazer concorrência a aeroportos como Madrid, Londres ou Frankfurt utilizando o mesmo modelo do que o deles não é propriamente uma estratégia muito acertada.

Estes pontos são apenas considerações minhas que me levantam algumas duvidas sobre se os nossos decisores tem uma ideia clara do modelo de negócio que estará subjacente à construção de um novo aeroporto! É que se nao tem seria melhor deixar esses investimentos para quem tenha.

E só mais uma, porque se não desabafo, rebento: então mas a escolha da Ota para o novo aeroporto de Lisboa não estava integrada num planeamento estratégico de ordenamento do território e no desenvolvimento de uma estrutura intermodal da rede de transportes nacional? Então não há uma Ideia de desenvolvimento onde esta escolha estivesse bem fundamentada? Então e se havia tudo isto lá porque aparece agora um grupo de maduros com um estudo feito em 6 meses (que naturalmente nunca poderá levar em linha de conta as estratégias do governo para o desenvolvimento do pais) manda-se tudo às malvas? Então e se não havia nada disso, ninguém contesta o facto de o ministro nos ter tentado enganar? Então e o senhor ainda é ministro? Olhem, para mim, estes, jamé!

A NOVA CLASSE EXPLORADORA


Cresci com a ideia dos senhores de cartola alta a quem chamavam capitalistas que eram os exploradores da classe oprimida e que impediam o povo de viver feliz. Coisas do seu tempo…
Lembrei-me disto quando vi esta imagem e penso que hoje, passados 30 anos a classe exploradora mudou.
Existe um sentimento comum contra a classe politica, que têm rendimentos, mordomias, privilégios, reforma depois de 12 anos de serviço, subsídios de reintegração quando saem do parlamento, etc, etc. Os gestores das grandes empresas de capitais públicos com ordenados absolutamente obscenos, que recebem chorudas indemnizações quando perdem o lugar, os administradores dos Institutos Públicos, dos Organismos, das Direccções Regionais, das Empresas Municipais, os milhares de assessores de toda a sorte, os Autarcas, etc, etc. Todas as classes profissionais do Estado, desde Juízes, Médicos, Professores, etc, etc. Todos os que têm um lugar, um cargo, no aparelho do Estado, muitas vezes por serem do partido certo ou pelas amizades. Aqueles que acumulam pensões do Estado, dão pareceres, etc, etc.
Não condeno essas pessoas. São, com certeza, competentes, trabalhadores e eficazes. E todos queremos o melhor da vida. Repito: não condeno as pessoas. Condeno toda a organização da nossa sociedade que permitiu chegar a isto.

Digamos que hoje em Portugal há dois tipos de pessoas: os que vivem dentro do Estado e os outros. É a nova classe exploradora.

Saúdinha

Há Lá Melhor Maneira de Começar o Dia.

Adicionei à barra dos links o fascinante E Deus Criou A Mulher

Coisas Que Realmente Precisam de Ser Reformadas



Não conheço as propostas que se discutem sobre as alterações ao sistema eleitoral. Não domino os conceitos e os algoritmos que estão subjacentes aos diversos métodos que poderiam ser aplicados.

Mas sei que o actual quadro da AR não cumpre os requisitos. Os eleitores não sabem quem elegem e os eleitos não sentem a obrigação de defender quem os elegeu (e mesmo que quisessem os espartilhos partidários também não os deixavam). O dia-a-dia do Parlamento não serve para nada (no outro dia levei a minha filha a visitar a AR e depois fomos ver um bocadinho da sessão parlamentar: sem comentários).

Concordo com o Alex. Também a mim, e apesar das críticas mais comuns, parece-me que os círculos uninominais seriam um contributo para a correcção de alguns dos problemas. Claro que teria de se acautelar a proporcionalidade e a representatividade, introduzindo as necessárias variantes ou correcções, mas no geral acho que seria um sistema mais humano. Além de dar aos independentes possibilidades reais de serem eleitos.

Por Detrás de Um Grande Deputado ....



O artigo no Expresso sobre o “lobbying” mostra bem como é encarado o sistema de declaração de interesses e a ética dos Deputados da Nação; ou seja, à Portuguesa.

Para eles basta-lhes que o seu comportamento não possa ser posto em causa ao abrigo da Lei. Para eles a Ética da Republica é a Lei. Para eles não existe nenhuma Lei moral à luz da qual possam ser julgadas as suas artimanhas que, inclusive, podem prejudicar aqueles que os escolheram para estarem onde estão.

Eles não têm nenhum pejo moral em prejudicar os interesses do povo que os elegeu. Desde que cumpram a Lei…

Plano Individual de Leitura


Passei grande parte de minha meninice a ler quantidades alarves de Patinhas. Um dia lá me decidi a ler um livro sem bonecos, e da estante de minha casa escolhi o mais grosso que por lá andava: saiu-me o Prémio, do Irving Wallace.

Este pequeno acto e o fascínio daquela primeira experiência deu inicio a uma grande aventura. A partir daí os restantes livros da estante começaram a ser lidos avidamente e trocados com os dos amigos, com quem depois se comentavam personagens e histórias: as aventuras do Papillon ou as guerras do Larteguy (que quase me levaram a alistar na Legião Estrangeira!), os épicos do Leon Uris ou os três volumes dos Ventos de Guerra (que circularam pela rapaziada num complexo exercício de logística para que se conseguisse assegurar as precedências), as malandrices do Henry Miller ou clássicos como os Thibault ou O Fio da Navalha, as incursões mais filosóficas do Orwell, Huxley e Kundera ou as lindíssimas histórias do Gabriel Garcia Marquez. Na escola liam-se os Portugueses Eça, Camilo, Júlio Diniz …

E assim, através dos livros, se foi formando a minha visão do mundo.

É fundamental que os jovens leiam. Mas, o gosto pela leitura tem que ser um acto voluntário, não se pode impingir ou decretar. Não me lembro que o meu pai me tenha alguma vez tentado impingir alguma leitura (era a maneira mais certa para que eu nem sequer pensasse em pegar nela). Já cheguei a ver algures a ideia peregrina de que se fecharmos uma criança num quarto só com um livro ela acabará por lê-lo; por mais figurativa que esta ideia possa ser, nao creio que seja por aqui.

Entao como é? Eu cá nao sei!

Às Barricadas!



O Rantas continua a sua carga contra o Merdex. Depois de Revolucionários, agora somos Subversivos.

Desta vez chegou ao ponto da achincalhação, com graçolas fáceis sobre as idades dos escribas deste arauto da Liberdade.

Fica sabendo, oh Reaccionário, que as tuas investidas só fortalecem ainda mais a nossa férrea vontade de continuar a luta por uma sociedade mais justa!

O DILEMA DE DONA JÚLIA

D. Júlia é uma senhora muito bem, viúva e bem de vida que mora no centro de Lisboa.
É PSDista ferranha.
Em tempo de campanha coloca o arraial laranja na sua varanda, 6 bandeiras nos mastros, vem para a rua distribuir panfletos toda enfeitada de chapéus, lenços, aventais e que tais.
Já privou com os grandes do Partido. É fã do Pedro, mas conhece bem José Manuel e até esteve com Cavaco.
Esteve empenhadíssima na campanha de Carmona e chegou mesmo a enfrentar o pedante Carrilho.

Hoje em dia anda com grande dilema: vai votar em quem? No seu Carmona, naquele rapaz, que é sobrinho-neto do Marechal, tão correcto e que andam agora a tramá-lo com aquelas complicações… ou no Fernando Negrão que não lhe diz nada, mas que o partido apoia…Não pode votar nos dois…

Ó Dona Júlia não hesite… Vote naquele que realmente quer! Tem que ser assim. Temos que votar nos que cremos, naqueles que queremos, vamos acabar com os agrilhoamentos dos partidos.

Votem nos vossos candidatos, não nos partidos! Seria, na minha opinião, um progresso na nossa Democracia, que os partidos do poder não obtivessem bons resultados. Depois do que aconteceu entre Soares e Alegre era mais um passo no sentido de se deixar de discutir política como se de Benfica-Sporting se tratasse.

Saúdinha

Há Coisas que Realmente Irritam

Como todos, também eu já tive as minhas experiências de contactos com a Administração Pública. No entanto não há momentos que me irritem mais do que quando tenho que ir ao Consulado/Embaixada.

O público é essencialmente composto por emigrantes, visivelmente intimidados pelo facto de irem ter de lidar com os serviços da Republica mas ao mesmo tempo entusiasmados por estarem a confirmar os laços que os une ao país que é o seu. Em troca da timidez com que se dirigem ao balcão recebem uma iluminada soberba dos pedantes funcionários, exemplos máximos do nosso provincianismo bacoco, que nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar o enfado com que explicam os “simplíssimos” processos da burocracia do nosso Estado. Dali nem um pouco de complacência para com o facto de alguns dos utentes nem dominarem completamente o Português, além de estarem habituados a lidar diariamente com uma outra administração onde os processos são naturalmente diferentes.

Por outro lado, se eu chegar vestidinho com o meu Armani cinzento, falar com palavras que eles não percebem e os olhar de cima para baixo, tratam-me logo por Doutor e se for preciso ainda me vão buscar o cafezinho.

Benditos representantes da Nação!

Eu Também Preciso de Um Assessor de Imagem




Hoje em dia não há entrevista em que não seja perguntado se, em pequeno, o entrevistado andou por ai a fumar charros.

Esta tendência tem-me deixado preocupado. Será que quando eu me tornar numa figura pública e me perguntarem, eu deva admitir que quando era chavalito andei a “tocar às campainhas e fugir”?

I cleave to no system. I am a true seeker.



Ali, num comentário lá mais para baixo, o Rantas aponta o dedo ao Merdex e alcunha-nos de “revolucionários”.

Não nos intimidas!

É importante lembrar que o Merdex nasceu da mais pura tradição anarquista (que aliás está na base do seu mote) e que sempre teve na sua linha editorial a irreverência dos inconformados.

É claro que hoje os seus fundadores aburguesaram-se (os outros, porque eu não….só engordei um ‘bocadinho’) e perderam algum do fulgor de então. Mas, no fundo, no fundo ainda guardam restinhos dos ideais que então os motivavam.

Post de Circunstância

O tempo está melhorzinho, está sim Senhor!

Tempo de Antena



Ontem vi o debate dos candidatos à CML na SIC Noticias. Reforcei a minha convicção: Voto Roseta.

O Costa é mais do mesmo, o Carmona é mesmo o mesmo, o Negrão é demasiado escuro (não consegui ali ver nada) e nenhum dos outros (o Zé, o Telmo ou o Ruben) conseguiu sobressair.


PS: Continuo fascinado pelos olhos tristes da Ana Lourenço.

História do Séc XXI

1. Os Três Pólos da Terceira Era: Transportes/Comunicações, Comércio e Conhecimento

Depois de um período de acesa discussão sobre a construção de um novo aeroporto, o então Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, é demitido e substituído por Zé dos Plásticos. Este novo ministro revolucionou completamente o então Governo de José Sócrates e lançou as fundações da Terceira Era de Portugal, periodo que marcou a segunda metade do séc XXI.

Aproveitando a discussão sobre a localização do novo aeroporto, o Ministro Zé dos Plásticos lançou um vasto estudo de onde saiu uma reformulação completa do sistema de transportes e comunicações de Portugal. Este novo sistema, essencialmente marcado por uma forte intermodalizacao, em conjunto com uma mudança na orientação da economia nacional, reforçando a importância do comércio e dos serviços a ele associados e das industrias de grande valor acrescentado, tornou Portugal numa das grandes plataformas comerciais do mundo e criou as condições para que a industria portuguesa dos transportes se afirmasse como uma das mais importantes em termos mundiais. Ambos os factores permitiram ultrapassar o período de relativa estagnação económica e alicerçar a competitividade da economia portuguesa. Portugal conseguiu assim aproveitar da melhor maneira os efeitos da globalização.

Na base desta Terceira Era estiveram também profundas alterações politicas que criaram o necessário enquadramento para a retoma económica: a restauração da monarquia constitucional foi decisiva para uma nova coesão social que permitiu a definição de novos desígnios nacionais; a alteração do sistema político para um sistema fortemente descentralizado e baseado na responsabilização das autoridades locais multiplicou a implementação de soluções originais para os problemas mais comuns; uma nova Constituição livrou-se de conceitos anacrónicos e adaptou-se aos novos, lançando as bases de uma nova modernidade.

O terceiro factor decisivo da Terceira Era foi a reforma do ensino. Depois de três décadas de permanentes reformas, o sistema de ensino nacional livra-se definitivamente do cunho revolucionário e liberaliza-se e descentraliza-se. Estes dois factores permitiram o surgimento de inúmeras iniciativas locais de grande sucesso que conseguiram aliciar e solidificar importantes pólos de conhecimento que, no seu conjunto, deram a Portugal a necessária massa cinzenta para as restantes reformas e criaram ainda uma florescente indústria do conhecimento e um importante centro de excelência a nível mundial.

(continua…)

Cry Freedom



A Liberdade é um valor Natural. Não é necessário nenhuma formalização para a consagrar, e não há forma de a revogar. Nascemos como homens livres; morremos como homens livres.

Aceito que haja períodos durante a nossa vida em que, por vontade própria ou por força de coerções externas, possamos ter a nossa Liberdade mais ou menos condicionada.

No entanto, estes períodos ou episódios em que, parcial ou totalmente, nos vemos privados da nossa Liberdade servem apenas para reforçar ainda mais o seu valor.

A luta pela nossa Liberdade deve estar firmemente presente no nosso dia-a-dia.

Devemos ensinar isto aos nossos filhos! *



*Não me responsabilizo por eventuais levantamentos populares infantis.

Post de Circunstância

O tempo está uma Merda!

Este gajo é de Olhao e mora na Boa Vista

Ontem no Debate da Nacao (RTP1) ouvi o Rosas defender qualquer coisa como "com a gestao privada da ANA correriamos o risco de que os aeroportos nacionais nao tivessem taxas competitivas."

Oh Rosas está bem visto! É evidente que esses malandrecos fariam de tudo para que nem um teco-teco cá quisesse vir!

Lá se vai o pulmao do Costa



Segundo o Semanário Económico de 15-06-2007 o Governo nao pode considerar estudar a hipotese Portela+1 porque necessita da receita das vendas dos terrenos da Portela para financiar a construcao do novo aeroporto.

Coisas Que Realmente Impressionam

O que mais me impressionou no caso da Universidade Independente foi ter tomado consciência de que havia Universidades com cursos de Engenharia Civil sem sequer terem laboratórios.

Eu que sempre olhei para os edifícios do Técnico com aquela admiração de quem imagina que no seu interior se escondem máquinas complexas onde os nossos futuros engenheiros aprendem, através da experimentação, os problemas da hidráulica ou os segredos das resistências das estruturas, descubro que afinal qualquer salita de aula serve para se ensinar a construir casas.

I Think I Would Like a Cup of Tea.



No outro dia fui a Londres assistir à cerimónia de graduação do meu sobrinho/afilhado, que terminou o seu mestrado no Imperial College (uma das mais conceituadas universidades na área da Engenharia).

Ficam-me duas notas:

1. A pompa e circunstância da cerimónia são uma reverência à tradição. Este respeito está fortemente enraizado nos Britânicos e é uma componente importante na sua cultura. É com estas coisas que se alimenta a cultura de um povo.

2. Dos cerca de 1400 Mestres que completaram cursos de Engenharia neste ano cerca de 80% eram Asiáticos e grande parte deles regressa ao seu país. No comments!

Tudo na mesma como a lesma!




Apesar de toda a gente saber que tudo vai continuar na mesma o António Costa vai ser o próximo Presidente da Câmara de Lisboa; Apesar de toda a gente saber que tudo vai continuar na mesma os PS/PSD’s vão ganhar as próximas eleições legislativas; Apesar de toda a gente saber que tudo vai continuar na mesma o Cavaco Silva vai ter um segundo mandato …

Por outro lado....



A ideia de que o Governo só aceitou isto para livrar o Costa de embaraços é engraçada.

Chapelada

O Meu Amigo António (2)

O Meu Amigo António explicou-me as razoes que levaram o Governo a mudar de posição em relação às alternativas à Ota:

- Então tu não sabes que o Sócrates andou metido em trafulhices no caso Freeport?! Pois é, agora os Ingleses ameaçaram que se xibavam se o gajo não fizesse o aeroporto lá ao pé (piscadela de olho marota)! Essa história do estudo financiado não se sabe por quem é tudo tanga….

Desculpem, mas já estava com saudades!

Desblindagem dos Estatutos




Algum dia teria que acontecer!

O Merdex abre-se finalmente ao mundo, e a partir de hoje altera as regras internas que até aqui limitavam a linkagem de blogs.

Em sede própria foi decidido que cada contribuidor poderá escolher três blogs que serão listados na respectiva barra dos favoritos, ali à direita.


PS: caros contribuidores façam o favor de, se assim o desejarem, criar uma pequena secção com os vossos blogs favoritos. Alternativamente, no caso de dificuldades técnicas, podem enviar-me os nomes dos vossos blogs que eu cá me encarregarei de os listar.

O Dilema Moral




O Alex diz ali em baixo que A ÉTICA DA REPÚBLICA É A LEI!
É verdade que na altura não comentei, mas não concordo com a posição (a polémica faz parte da nova estratégia de marketing do Merdex).

A posição do Alex toca um relativismo que não partilho e que, na minha opinião, abre a porta a situações que nunca poderia tolerar. Ao negar a existência de uma moral fora da lei o Alex está precisamente a fazer o que não queria: está a impedir o livre arbítrio de distinguir entre o Bem e o Mal e está a entregar, de bandeja, esta distinção a terceiros.

Quando diz que “Nada impede que cada um, individualmente, possa agir conforme a Ética. A sua.” não é verdade: na sua óptica há – é a Lei!

Compreendo que o Alex odeie “todos os grupos moralistas que julgam ter a Verdade”. Eu também os odeio (!); mas isso tem mais a ver com uma questão de mentalidades do que com um dilema moral.

Visionários



Quando, em tempos lá mais para baixo, se discutiu neste blog a questão das dicotomias esquerda/direita, a generalidade das opiniões foi no sentido de que hoje se tornou mais relevante falar de uma dicotomia entre “os que defendem a mudança”/”os que são contra a mudança” (Manolo dixit).

Nos últimos dias tem sido muito comentado um artigo do Tony Blair (julgo que na Economist) em que ele refere algo como: hoje, tão importante como a discussão entre esquerda/direita, é a discussão entre aberto/fechado.

O Merdex sempre à frente do seu tempo!

Pedacocos



Irrita-me profundamente a orgia de opinices sobre como se deve educar, ensinar, lidar, compreender, …. pentear, vestir,… os bebés, as crianças, os jovens, os adolescentes….

Mas afinal qual era mesmo o problema, antes destas iluminadas teorias?

Declaracao de Voto

Tareão

Fim-de-semana é tempo de lar os jornais. Quando acabo sinto-me como se tivesse levado uma valente carga de porrada.

Esta semana fui logo atingido por uma cabeçada da Bragaparques, depois levei uns directos do Ministério Publico e umas biqueiradas valentes do Governo. Já quase no chão ainda encaixei uma joelhada do Ministério da Educação e no fim, só mesmo pelo gozo, ainda tive que aguentar uns carolos dos candidatos à CML….

Lugares-comuns.....



O contrato cidadão/Estado está inquinado por um passado em que o Estado se foi apoderando de uma grande parte da capacidade de decisão individual dos cidadãos. Fê-lo coercivamente (Estados absolutos, fascistas, comunistas e quejandos), e mesmo depois de perder algumas dessas suas características autoritárias não devolveu aos cidadãos toda essa individualidade que lhes foi roubando.

Hoje é evidente a incapacidade do Estado para gerir com eficácia este contrato e dar respostas rápidas e eficientes às complexas solicitações que lhe vão sendo pedidas.

A redefinição dos modelos, com o objectivo de criar uma sociedade mais justa e equilibrada, tem que começar por uma redefinição do papel do Estado!

Mai nada!

O Meu Amigo António




Por motivos puramente circunstanciais almoço quase todos os dias com um colega Português, de seu nome António (nome verdadeiro).

O meu amigo António acumula todos os defeitos de personalidade em que eu possa pensar, e é por isso que eu o utilizo como o meu Barómetro da Estupidez (ou seja, quando quero verificar a sensatez de alguma ideia eu comento-a com ele: se a resposta é o habitual comentário idiota, está tudo bem; se pelo contrário ele concorda, então algo está mal e eu regresso ao meu gabinete, pensativo e a tentar descobrir as enfermidades da minha consideração).

Hoje decidi comentar com ele uma reportagem publicada na Sábado da semana passada sobre pedofilia. A reportagem é revoltante e ao mesmo tempo assustadora (uma jornalista fazendo-se passar por uma miúda de 12 anos foi imediatamente assediada e convidada para conversas e encontros com adultos). Curioso, decidi submete-la ao Barómetro: depois de uma ténue concordância sobre a gravidade do problema (que me chegou a preocupar), logo veio a sentença final:

“pois é, pá, mas também tens que ver que hoje as miúdas andam por aí com umas mini-saias que quase lhes deixa ver o rabo…… e depois admiram-se!”

Confesso que desta vez tive que me conter para não o mandar para o c****! mas depois controlei-me… em favor da manutenção do meu “disfarce”.

Ainda tentei argumentar mas estou certo que sem nenhuns resultados. Aliás nestes casos acho que resultados, resultados… só mesmo com a castração!

Viva Portugal.




As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

-- Luís de Camões,
Os Lusíadas (1572)
Canto I, 1--2

A beber

Isto de discutir politica sem se beber nada é que nao pode ser.



Recomendado! Só mesmo com um pinguinho de água...

Todos ao molho e fé na Europa!



Mini, médio ou grande a Europa precisa de um novo tratado em forma de Constituição!
A melhor forma de legitimar este tratado é através de um sufrágio directo, universal e feito simultaneamente em todos os países membros!
Mai nada!

Vote For Me!

1. Os sistemas descentralizados são uma das chaves de sucesso em algumas das áreas que tem tido índices de desenvolvimento mais significativo (comunicações, gestão, sistemas computacionais, …) porque permitem uma gestao dos recursos mais eficaz.

2. Regra geral, os sistemas mais pequenos e menos complexos sao mais fáceis de gerir.

3. Em última análise um autarca tem sempre como objectivo aumentar o número de constituintes da sua congregação.

Objectivo: criar um sistema descentralizado, assente no princípio da subsidiariedade, que fomente a competição entre autarquias para que estas se sintam estimuladas a atrair mais habitantes. O desenvolvimento regional que advém desta competição, e o próprio fluxo de populações que ela pode originar, servirão de mola impulsionadora ao desenvolvimento Nacional.

Proponho:

Transferência de competências para as Autarquias: Fiscalidade, Segurança, Obras Publicas, Trabalho e Segurança Social, Saúde, Educação, Cultura, Turismo, … (enfim, praticamente tudo!)

O Estado:
- Assegura a Defesa, Justiça, Politica Externa
- Apoia uma rede de Agencias Nacionais que actuam em áreas onde não se justifique ou não faca sentido a multiplicação de serviços locais (i.e. Defesa do Consumidor, Qualidade Ambiental, Imigração, …)
- Gere um Fundo de Coesão (segundo os mesmos princípios do da EU)
- Gere as Finanças Nacionais de forma a garantir os nossos compromissos internacionais
- Estabelece metas e bandas de convergencia em algumas áreas (niveis de educacao minimos, salário mínimo, ...)


(como não percebo muito de finanças nao opino sobre como financiar o Estado, mas algum sistema haveria de se encontrar…)

O Governo passa a ser eleito directamente (os partidos apresentam as listas do elenco governativo e respectivo programa; o sistema é aberto a listas independentes). O Parlamento Nacional é constituído proporcionalmente por representantes das Autarquias.

Eu nao queria mesmo falar da Ota ... mas já que me perguntam:

A minha solucao é Portela+1

1. Manter a Portela e adequá-la principalmente para os sectores do low-cost e business aviation (os dois sectores que tem sido, e vão continuar a ser, os responsáveis pelo aumento do tráfego aéreo). Adequá-la significa, por exemplo, reduzir os serviços aos mínimos para reduzir igualmente as taxas de aeroporto (factor essencial no planeamento de rotas das companhias low-cost)

2. Construir um segundo aeroporto vocacionado para: voos intercontinentais (longo-curso), para os passageiros em transito e para serviços relacionados com a actividade aeronáutica (manutenção, construção, treino, formação, …).

As vantagens desta solução:

A. O facto de manter a Portela em operação com baixas taxas de aeroporto permite continuar a promover Lisboa como um destino low-cost, city-break, congressos, … como permite também um acesso fácil aos homens-de-negócios que cada vez mais viajam em business-jets.

B. O novo aeroporto vai permitir a operação dos grandes aviões e dar as condições à TAP para poder continuar a concorrer por um lugar de destaque nas ligações com a América do Sul (é natural que as taxas neste aeroporto sejam mais altas mas estas taxas mais altas são mais facilmente diluídas nos custos dos voos de longo-curso). Permite ainda afastar do centro urbano de Lisboa os aviões mais poluentes. Permite também potenciar a região onde estiver localizada como um cluster para a industria aeronáutica (sector de grande valor acrescentado em que eu acho que Portugal pode e deve ganhar mais destaque).

Esta solução distingue três fluxos distintos de passageiros e permite adequar os serviços às características particulares a cada um dos fluxos: um de viagens curtas em que o tempo para chegar ao destino final é muito importante; um de viagens longas onde este tempo fica mais facilmente diluído no tempo total da viagem; e outro de passageiros em transito que regra geral nem saem do aeroporto.

O argumento que ouvi até agora contra o Portela+1 é que não é economicamente viável porque duplica os custos. Não percebo a objecção.

Nota final: a aviação Europeia vai entrar na revolução mais importante de toda a sua história. Eu compreendo a urgência da decisão de começar a construir o novo aeroporto (ou melhor, não compreendo mas pronto….) mas achava talvez mais sensato ver primeiro o desfecho destas importantes mudanças antes de colocar a primeira pedra.

Ora atao vamos lá a ver se o blog anima.



Nem que seja para discutir o sexo dos "anjos" ....

Eu nao quero falar da Ota mas ....

Fazer umas análises tipo custo-beneficio de duas ou tres opcoes (como tem vindo a ser proposato) parece-me acertado.

Nao quer dizer que depois a decisao politica vá necessáriamente no sentido da opcao mais barata, mas o contribuinte tem direito a saber qual o delta que vai pagar por o Governo ter optado por determinada solucao.

A existencia de um enquadramento que obrigue a que se apresente publicamente as relacoes custo-beneficio dos investimentos publicos parece-me uma boa ideia.

Eu nao gosto de economes; gosto é de perceber as coisas!

Uma questao de justica....

"Menos férias que na Europa" , Diário Notícias de 05-06-2007

Ah! Voces querem fruta ?! Entao toma lá ......

"Portugueses são quem mais falta por doença", Diário Económico de 05-06-2007