No fundo, os nosso ministros deviam era aprender a jogar Civilization!

Antes de discutir a localização do novo aeroporto julgo que seria mais importante tornar publica a discussão sobre que tipo de aeroporto se deve construir. É que os aeroportos devem ser construídos tendo em conta os seus principais objectivos, dotando-os das características mais adequadas ao seu tipo de funcionamento. Queremos um grande aeroporto que possa vir a tornar-se a tal placa giratória para a América do Sul,; ou queremos antes um aeroporto com custos mais baixos capaz de, através das suas taxas mais acessíveis, captar as preferências das companhias low-cost; queremos um aeroporto que sirva simultaneamente como catalizador para o desenvolvimento económico de uma determinada região; ou queremos antes um aeroporto que consolide os eixos económicos já instituídos. Enfim, julgo que há aqui matéria para tornar a discussão sobre o novo aeroporto mais permeável e interessante para o grande público e ajudar a justificar determinadas opções técnicas, como o é a localização propriamente dita.

Já disse que não sou à partida contra a construção de um novo aeroporto. Só me custa é ver avançar projectos que implicam custos enormes sem se ter (ou pelo menos não a explicam) uma ideia concreta do que se quer fazer com eles. No fundo estamos de novo a cair num erro muito recorrente na nossa gestão: falta de planeamento! Esta reportagem mostra bem que as opções tomadas para os investimentos relacionados com o Euro não foram, na minha opinião, as mais acertadas porque não tiveram em conta nenhum tipo de planeamento estratégico. Faz-se, e pronto! Também aqui não questiono se devíamos ou não ter organizado o torneio, mas se calhar podia-se ter feito a coisa por menos. Instalar uma capacidade de um lugar para cada 19 Portugueses (enquanto que a Espanha com uma liga muito mais competitiva tem uma capacidade de 1 lugar para cada 51 Espanhóis) parece-me um disparate.

E mais uma vez reforço a minha convicção de que estes grandes investimentos deveriam ser referendados. Como a peça demonstra bem, depois somos todos que pagamos pelos erros!

EXAMEX


APROVADEX

Belmiro de Azevedo surprende toda gente com a OPA sobre a PT. Uma operação de uma dimensão nunca vista em Portugal faz mexer toda a economia. É o mercado a funcionar ! A PT, um gigante de cariz e atitude monopolista e de funcionalismo público vai ter que ser mais leve e mais eficiente e, eventualmente repartida, vai ter que oferecer melhores serviços e concorrer no mercado. É um bom sinal, independentemente da OPA ter sucesso ou não. É sinal que há investidores com capacidade e interesse a investir em Portugal.
Houvesse mais Belmiros...


REPROVADEX


Vitalino Canas deputado do PS : "Os caricaturistas e os extremistas islâmicos estão bem uns para os outros". Sem comentários.

Uma andorinha nao faz a Primavera, mas ...

No meio de tanta "merda" que para aí anda até uma noticia fantástica como esta passa despercebida...

Sweden says it aims to completely wean itself off oil within 15 years - without building new nuclear plants.

Mais aqui.

Democracia Directa

Com tanta confusao por esse mundo o Democracia Directa aqui ficou um tempao sem ser actualizado.

Mas aqui está: fechamos a pergunta da Politica Europeia com um resultado esclarecedor que nos indica que 57%* dos Portugueses apoiam uma politica direccionada para o Federalismo Europeu.

A nova questao foca um dominio fundamental para o futuro do nosso País: a Educacao.

Opinai, pois, sobre que sistema de educacao quereis para os vossos filhos.


* Por uma questao de "bom senso" omitimos a margem de erro.

A brincar a brincar....



February 14, 2006

Rocket attacks on commercial airliners are among the biggest terror risks facing the Pacific Rim, prompting a threat review by countries in the region, the Philippine external security chief said on Tuesday.

[...]

A shoulder-fired rocket was supposed to be an air defence weapon, said Defensor, a former head of the Philippine army. "But it can also be used against commercial aircraft carrying civilians," he said. "That is the bigger threat we have found."

(Reuters, via AirWise)

Chamem o Coito Pitta



O nosso MNE anda numa roda viva do disparate: declaracoes que envergonham meio pais, propostas para um novo campeonato de futebol euro-árabe, a declaracao inequivoca de que "se houver um consenso ou um princípio de consenso", "Portugal deverá estar na primeira linha dos que apoiam e subscrevem" a candidatura de Ramos Horta para proximo SG da ONU, alarvidades como "As agressões do Ocidente ao Oriente têm sido maiores que as agressões deles contra nós", enfim, ultimamente tem sido... "cada cavadela cada minhoca".

Nao será caso para "avaliação das faculdades mentais" do nosso MNE?

A CRISE DAS CARICATURAS


Assistimos, incrédulos e estupefactos, à mais grave crise internacional desde a crise do Iraque ! E esta crise vem depois da ameaça do Irão e das eleições na Palestina, razões suficientes para eu fazer um post "Uma sombra sobre o mundo". Sem dúvida que essa sombra tornou-se negra ! Umas caricaturas, que consideramos sem importância nenhuma, deram origem a uma reacção incompreensível, desproporcionada com uma violência brutal ! Essa reacção teve um retardo de cerca de 4 meses, o que demonstra que houve que preparar, organizar estruturas e meios, ou seja, é uma reacção consequência de uma estratégia. O que me leva a uma conclusão : - Existem organizações extremistas islâmicas em guerra com o Ocidente, cujo único fim é a destruição do modo de vida "decadente" das sociedades ocidentais.
O jornal Jyllands-Posten publicou umas caricaturas do profeta Maomé, para avaliar o impacto na comunidade muçulmana dinamarquesa, o que originou uma reacção bárbara contra interesses dinamarqueses por todo o mundo. A Europa teve uma resposta cautelosa, quase pedindo desculpa pelo insulto ! Na minha opinião, tinha aqui uma excelente oportunidade para demonstrar a todo o mundo que é capaz de se erguer em defesa dos seus Valores e Principios, como a Liberdade e a Tolerância, e que ninguém tem o direito de atacar esta cultura. Se o Islão quer o nosso respeito deverá respeitar a nossa cultura. Infelizmente, a Europa demonstrou mais uma vez que está dividida, fraca, incapaz de ser intransigente na defesa desses valores.
Basta ver as grandes manifestações muçulmanas por toda a Europa, ao contrário das quase nulas manifestações de apoio e solidariedade por um parceiro de União !
Daqui concluo que :
- A Europa não está preparada para combater este inimigo, pois os seus líderes e as populações não estão suficientemente motivadas para ir para a rua, gritar pela defesa do nosso modo de vida. O medo instalou-se !

Para complicar tudo, temos este inimigo dentro das nossas fronteiras. Como sabemos a Europa precisa de mão de obra e abre as portas à imigração. Hoje são milhões de muçulmanos que vivem, trabalham e são cidadãos de pleno direito e que são uma ameaça permanente. Turcos na Alemanha, Árabes em França e Paquistaneses na Inglaterra. Além disso, a demografia faz com que, mantendo as taxas de natalidade actuais, vamos ter maiorias muçulmanas em países europeus. Lembro a questão do véu e outras, em que a lei e a ordem nacional desses países foi confrontada com leis religiosas originando vários distúrbios. Aparentemente vai ser cada vez pior ! 3ªconclusão :
- Num conflito, a Europa está perante uma força capaz de causar danos enormes através de ataques suicidas e de sabotagens pois estão cá dentro, não se distinguem e é quase impossível lutar contra um inimigo assim.

Há quem esteja convencido de que o Islão, por natureza, não convive com outras religiões e que, lutarão a Jihad até destruir os infiéis. De facto, a religião muçulmana considera que Maomé é o último dos profetas e o Alcorão o último dos Livros Sagrados. Para essa religião a história acaba aí. Têm certezas absolutas, a Sharia é o que determina a vida social. As universidades na Arábia Saudita não ensinam as ciências e as tecnologias pois, segundo a lei religiosa, não precisam. A condição da mulher nessas sociedades é vergonhosa. Se chegarmos à conclusão que eles não deixam alternativa à nossa destruição então o confronto é inevitável. Deve-se agir, pondo os muçulmanos em campos vigiados e fazendo deportações em massa. Enfim, defendendo-nos. Nessa guerra temos que estar preparados para cenários de ataques a Israel, e por isso seria melhor antecipar-nos e destruir objectivos no Irão, na Arábia Saudita, na Indonésia. Se nos querem esmagar, então que os destruamos nós ! Conclusão :
- Se a guerra for inevitável, teremos que a ganhar, sob pena do mundo voltar à época medieval !

Eu quero crer que a Paz ainda é possível. Não podemos ceder nas nossas posições, as leis e os tribunais terão que ser implacáveis com qualquer muçulmano que, a pretexto da sua religião provoque qualquer distúrbio. Porque estou convencido que estes fanáticos, só param na sua escalada se sentirem que deste lado estamos fortes e determinados. Se sentirem que vamos ceder (por ex. fazer leis para muçulmanos) virão com novas exigências e a escalada acabará mal.
Temos que ter uma politica de imigração muito severa e intransigente.
Não podemos deixar que este conflito degenere na guerra das religiões. Eu, se tiver de lutar não luto pelo Cristianismo, mas pela Democracia, pela Liberdade pelo nosso modo de vida. A guerra de religiões não tem solução.
A solução, pelo contrário poderá começar (como nós fizemos) separar o Estado da religião nesses países. E aí teríamos de empregar todo o nosso poder para influenciar os dirigentes, e de promover a sociedade laica entre as populações. Fazê-los sentir que existe uma vida melhor !...

Posso parecer idealista, mas é uma causa que vale a pena. Give a peace a chance.
Saúdinha

Casamento entre homossexuais e a família

Há temas extremamente dificeis. A sociedade humana desde sempre (e falo da Pré-História) foi organizada por famílias. Embora tenha havido excepções, o facto de serem necessários pelo menos 10 anos para as crias dos humanos se tornarem independentes levou a este "contrato", o casamento para se poder formar a família. Assim era essencial que a mãe acreditasse no compromisso do pai para a alimentação e segurança a longo prazo. Esse comportamento (diria genético) levou à organização familiar: pai, mãe (em alguns casos, mães) e filhos. Numa definição, talvez simplista, mas contendo a essência, diria que a família, base das sociedades, é o pai, a mãe e os filhos.
O Estado, com grande responsabilidade na sociedade, tem a obrigação de apoiar as famílias. E tem-no feito. Existem políticas e legislação que contribuem para o bem-estar das famílias.
Por outro lado, o indivíduo tem a liberdade de escolher as suas opções sexuais e viver sem descriminação. Se alguém, para atingir a plena realização como ser humano, é homossexual, penso que o Estado não tem o direito de restringir essa liberdade. A que propósito o faria?
Naturalmente o caso é diferente quando se trata da Igreja, que tem por dever espalhar a fé e proteger as suas convicções, (e crenças). Assim percebo perfeitamente a sua posição relativamente à homossexualidade em geral (entende-o como “desvio” ou doença) e evidentemente é firmemente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nem poderia ser de outra forma. A Igreja influenciará o pensamento dos cristãos (em diferentes escalas), mas o Estado não deve tomar em consideração a posição da Igreja neste caso.
Duas mulheres dirigiram-se a uma Conservatória para requerer o casamento. Os antecedentes são conhecidos: em Espanha, na Holanda e em Inglaterra, se não me engano já é possível o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A tendência é esta.
Na minha opinião, julgo que uma solução seria considerar a possibilidade de se criar dentro da figura Uniões de Facto (para quem não quer assumir o contrato do casamento, ou outras razões) a inclusão da União entre homossexuais. Teriam, tal como os casais, uma individualidade em termos financeiros (impostos, crédito), na comunhão de bens adquiridos, na questões de herdeiros (a ser regulamentada), mas julgo que não deve ser considerado um casamento, pois não é uma família (no sentido em que a defini) que se forma, nem para isso contribui. Já ouvi imediatamente o contra argumento (fraco) que o casamento entre um casal de 80 anos de igual forma, não forma uma família. (circunstâncias pouco vulgares, e excepcionais que não adiantam nada à discussão).
Portanto, casamento entre pessoas do mesmo sexo não; nada contribuem para a “geração” da família, e logo, o Estado, o único interesse que deve assegurar são os mesmos direitos que a qualquer outro cidadão, salvaguardando a União pública de homossexuais com direitos próprios. Sem dramas.

Sempre...

Islão, Freitas & Cia.- breves notas

Antes de tudo, uma nota para leitores apressados: nada do que vou escrever tem a ver com ser melhor ou pior, superioridades ou inferioridades de qualquer religião nesse estrito plano, o da Fé.
Sem querer puxar de quaisquer galões, recordo a opinião que há muito tempo defendo, contra quase tudo e quase todos, de que o que está em curso é uma guerra de civilizações (reparem que não disse guerra religiosa).
O Islão, na sua génese, foi antes de tudo um projecto político de união de tribos árabes, que usou o elemento religioso como cimento. As próprias cisões em ramos (sunitas, xiitas, etc.) post Maomé são cisões não doutrinárias, mas de poder.
A origem da religião cristã é completamente diferente, apesar de mais tarde ter sido usada também como instrumento ao serviço de várias políticas e vários poderes. O ponto é que estamos perante dois códigos genéticos que não podem ser vistos no mesmo plano, e que têm consequências.
E para quem gosta de apresentar o fanatismo islâmico como uma consequência da pobreza ou da questão palestiniana, não posso deixar de recordar que as causas das Cruzadas, tantas vezes brandidas como o exemplo dos propósitos «imperialistas» do Cristianismo, se fundamentaram na proibição pelos muçulmanos do livre acesso aos lugares santos de Jerusalém às outras religiões.
Nos nossos dias, o problema que se põe é de ordem civilizacional: o islamismo não sofreu o impacto de qualquer Reforma e, principalmente, não fez a separação entre a Igreja e o Estado. E nas diferenças de desenvolvimento que os modelos permitiram ficaram irremediavelmente mais pobres, mais fracos e internamente mais desiguais, mesmo banhados em petróleo. Diria mesmo que a matriz política destes países tem muito mais a ver com o feudalismo do que com todo o período pós revolução industrial no Ocidente, e estou conscientemente a incluir zonas negras da nossa história, como o nazismo, o fascismo ou mesmo o salazarismo.
E a uma civilização que mantém a pena de Talião, a lapidação, a mulher como um sub ser humano, a liberdade como um privilégio, etc. etc. etc. eu digo decididamente não. Não quero nem sequer respeito. Justificar com crença e Fé religiosa práticas que no século XXI têm que ser consideradas criminosas é indigno e incompatível com os mais elementares valores.
Se a ONU e a ordem mundial, , a não ingerência, o petróleo têm sido razões para alguns (quase todos) fingirem que não veêm e convivido com estas sociedades, quando eles querem mais (e digo eles propositadamente, para as boas consciências esquerdistas me catalogarem de xenófobo e assim rejeitarem em bloco o que expresso), quando por meios violentos e cobardes querem impôr o seu modo de vida ao mundo, aí temos que reagir e lutar a guerra que nos declararam.
E nada de balelas sobre o Iraque ou o Afeganistão, o 11 de Setembro foi antes disso. Bush, com as suas limitações naturais, e Blair foram dos poucos a compreender as suas consequências globais.
Mesmo falar em países árabes moderados, porque não seriam religiosamente fanáticos, faz-me alguma confusão: como é que as mulheres, a Justiça e os Direitos individuais (para não dizer humanos) aí são tratados?
A real politik pode não permitir que mudemos o Mundo, mas a partir do momento em que somos atacados temos a obrigação de defender as nossas sociedades e a nossa forma de vida. Mesmo que com custos altos. Sim, a possibilidade de haver capacidade nuclear/biológica no Iraque justificou a guerra, sim o Irão não pode desenvolver estas capacidades, sim podemos (devemos) deixar publicar cartoons que expressam opiniões (a sua admissibilidade em termos de respeitar os outros será, como em qualquer Estado de Direito, verificada pela Justiça a posteriori, punida quando caso disso).
E não, não podemos ter Ministros dos Negócios Estrangeiros que nos põem de joelhos, ridículos e que nos ridicularizam. Mas só quem não acompanhou o percurso de Freitas do Amaral estranhou.

Let's go to a stoning!



(ou como diria um grande pensador meu conterrâneo: "Tirem-me este pico do cú")

Islão inimigo da Razão

O braço-de-ferro actual entre a liberdade de expressão, e a ofensa sentida pelos muçulmanos e a ameaça destes, que já nos parece natural (!!), é talvez, a fundamental luta ideológica que vivemos. A história pode resumir-se: um jornal diário dinamarquês publicou uma caricatura de Maomé. Muçulmanos reagiram violentamente exigindo respeito e desculpas públicas, não só dos jornais europeus (que entretanto em solidariedade, também publicaram) mas também do Ocidente. Por exemplo, o líder do Hezbollah afirmou que ninguém ousaria insultar os muçulmanos se o édito religioso contra Salman Rushdie tivesse sido cumprido, ou seja o tivessem assassinado pelo seu livro. Em 2004 foi assassinado Theo van Gogh, cineasta holandês que se atrevera a criticar, na sua arte, a forma indigna como é tratada a mulher nalguns países do Islão.

A guerra de civilização declarada pelos radicais islâmicos, que definiram o Ocidente como inimigo, o grande Satã, está para continuar. O objectivo é repetido vezes sem conta: instituir o reino de Alá, restabelecendo o califado com a lei Sharia (recordando, os 4 primeiros califas, os autênticos, datam de cerca de 750 dc). E o mundo Ocidental parece demorar a compreender o que está em jogo: foram necessários 3 mil mortes no 11 Setembro para os americanos, a terrível explosão de Bali para os australianos, a atrocidade de Beslan para os russos, os espanhóis só o entenderam nos atentados de Madrid e os ingleses nos ataques de Londres enquanto para os holandeses bastou um assassinato.

O que não aceito é essa espécie de complexo de inferioridade intelectual que parece existir por algumas elites europeias que tecem muitas vezes louvores ridículos a tudo o que vem ou veio do Islão (ver a Recomendação 1162 “A contribuição da civilização islâmica para a cultura europeia”, de Maio de 1991, relatório da Assembleia parlamentar da União Europeia).

Não! Afirmo: O Islão é inimigo da Razão e é isto, aliás, que explica a decadência do Império Muçulmano/Otomano. E acredito nos valores Ocidentais, liberdade individual, Estado de Direito, respeito pelas minorias, e sobretudo, no primado da Razão sobre o Obscurantismo.

Será a coexistência possível? Sim, desde que nós, os Ocidentais, nos integremos nas suas leis, nos seus usos e costumes ou seja na Sharia. Porque na realidade eles, os radicais islâmicos (influenciando todos os outros, veja-se as eleições) não se querem integrar. É pelo menos este reconhecimento que devemos fazer.
Não há, assim, esperança? A via é apoiar o desenvolvimento dos moderados. Falo da Turquia, do Egipto, da Jordânia e talvez do Iraque. O desafio é imenso. Haja coragem e clarividência

Internacionalex

Nos anos 90 o Primeiro-ministro Britânico Tony Blair lançou uma campanha de “rebranding”do Partido Trabalhista (Labour Party) introduzindo o modelo do “New Labour”.

Em linhas gerais, esta nova politica advogava a adopção de uma Terceira Via (Third Way) que seria um ponto de encontro entre o tradicional socialismo do Partido Trabalhista e o capitalismo liberal da Sra.Thatcher.

Para dar consistência ideológica ao novo conceito, Blair convidou um número de académicos e outros intelectuais e pediu-lhes que organizassem um debate sobre as ideias que poderiam fundamentar a aplicação de uma Third Way na política Britânica.

Os organizadores do debate optaram por utilizar os meios electrónicos para a troca de argumentos e criaram uma mailing list que durante um mês foi sendo alimentada com os pontos de vista de cada um.

No final Tony Blair afirmou "Let me applaud the energy and intellect of the people who make up Nexus, Britain's first virtual think-tank. Nexus has a crucial role in sustaining the momentum of progressive politics..."
Tony Blair, at the Nexus/Guardian conference, March 1, 1997

Porque é que em Portugal não se fazem coisas destas, de uma forma séria?

Um Novo Portugal

Durante o sec.XV começam a ser lançadas as sementes do que virá a florescer como o Mundo Moderno. A Europa transforma-se e define os novos espaços politicos e economicos e afirma as suas novas soberanias. Novas ideias dao origem às grandes correntes filisoficas que estarao na origem das principais ideologias que hoje discutimos, e o desenvolvimento das ciencias e das artes é impulsionado como até ai nunca tinha sido, confirmando definitivamente a Europa como o principal polo cientifico e cultural do mundo.
Já nessa altura Portugal era um Estado periférico: politica e militarmente subjugado pelos poderosos Reinos de Castela e Aragão e economicamente longe dos florescentes mercados Germânicos e Italianos, não tinhamos aparentemente argumentos para nos pudermos afirmar na nova ordem mundial. No entanto conseguimos garantir o nosso lugar nessa viragem da História e, através das nossas navegações e explorações, assumimos mesmo um papel ao nivel dos mais poderosos.
Na base deste sucesso esteve a arte de saber potenciar alguns dos factores mais significativos que entao caracterizavam o Reino:
- O facto de termos sido um dos primeiros Estados a conseguir um periodo relativamente prolongado de paz e estabilidade
- A nossa situaçao geografica
- Relacoes “priveligiadas” com os povos muçulmanos
- Uma geraçao educada e motivada, superiormente representada pelo Infante D.Henrique

Hoje, cerca de 600 anos depois, o Mundo atravessa de novo uma época de grandes mudanças: as velhas ideologias estao a ser lentamente substituidas por novas filosofias e utopias mais adequadas aos desafios e ameaças modernos, os mapas politicos e economicos estao a sofrer mutaçoes significativas e as ciencias e o conhecimento estao à beira de ultrapassar barreiras que abrirao as portas de novas dimensoes.
Como no sec. XV Portugal está de novo na periferia destas grandes revoluções. Como entao, Portugal nao tem “mao” para jogar com as regras dos poderosos e arrisca-se de novo a ficar de for a desta nova viragem. Só um Novo Portugal podera aspirar a alcançar novamente um lugar no pelotao da frente. Só um Portugal que encontre de novo os seus trunfos especificos e que os saiba utilizar para descobrir novas rotas para o Futuro poderá fugir da sua condiçao periférica e voltar a mostar-se ao mundo.

Seremos capazes? Eu julgo que sim!

O que é preciso? Vontade!

UMA SOMBRA SOBRE O MUNDO !





Eleições na Palestina. O partido islâmico Hamas vence com maioria. Este partido não reconhece Israel, não negoceia, não reconhece o direito de Israel e não desarma. É adepto da politica dos atentados suicidas e não reconhece nenhum acordo com Israel. Ao contrário de Mhamoud Abbas que dava esperança de um acordo ser possível. Esperemos pela coabitação. Ao lado, Sharon, que tinha percebido que não havia paz sem um Estado Palestiniano independente está morto politicamente. Daqui a dois meses há eleições em Israel. Com o novo governo na Palestina espera-se que em Israel o governo saído das eleições não será brando !

A par destes desenvolvimentos, o cenário no Irão continua muito perigoso. Com Ahmadinejad guinchando contra Israel, diz querer empurrar Israel para a Europa, afirmando ser o holocausto, um mito. A par disto continua o seu programa nuclear sem medo de ninguém.

O Iraque está à beira da guerra civil entre xiitas e sunitas e é hoje um viveiro de terroristas. Apesar das eleições, a situação está muito longe de estar estável.

A Síria também tem uma situação explosiva e o Afeganistão não está pacificado.

No outro lado os Estados Unidos e o seu Presidente Bush estão em sérias dificuldades a nível interno, vai ser obrigado a retirar do Iraque, não tem capacidade politica (e duvido que tenha capacidade económica) para ir ao Irão e portanto não conseguirá cumprir o seu papel de Polícia do mundo.
A Europa, sempre dividida e sem voz única, baloiçando entre os interesses, os medos e os princípios, não tem capacidade nem militar nem política e ameaça cortar na ajuda económica está à mercê dos Aliados.

De lado a Rússia e, principalmente a China, sorriem. Aguardam que o Império Americano (Ocidental ?) comece a ruir.

A par da situação no Médio Oriente temos a guerra ao Terrorismo...

É uma sombra muito negra sob o planeta...

A Paz é o maior bem da Humanidade ! Antes de comer e beber, todos os animais salvam a vida. A Segurança é a primeira na pirâmide das necessidades.

Como é possível esta irracionalidade ?

Como é possível algum palestino que queira a paz, votar no Hamas ?!
É a Jihad !

E nós cá ? Basta imaginar o que seria ter o barril de petróleo a mais de cem dólares. E fora o resto...

Saúdinha

Hamas vence eleições na Palestina. E agora?

Eleições na Palestina. Venceu, com significativa maioria o Hamas. Organização que não reconhece Israel, e aposta na luta armada terrorista. As organizações internacionais, incluindo a União Europeia assim o classificam. O povo palestino farto da corrupção da Fatah, decidiu escolher o Hamas cujas promessas eleitorais são impossiveis de cumprir. Estados Unidos e Israel declaram que não continuarão a negociar enquanto o Hamas não depuser as armas e reconhecer o estado de Israel. Nas suas primeiras declarações, o dirigente do partido vencedor com maioria absoluta dos lugares do parlamento parece algo surpreso. Agora com a responsabilidade de trabalhar e tratar dos problemas do seu povo como vai ser? Será que este dado novo servirá para clarificar qual a vontade dos palestinianos? Paz e convivência com o vizinho Israel ou, a luta pela extinção de Israel até a sua "culpa" estar totalmente paga? A seguir, nos próximos capítulos...

Hilariante

«Saudada» a minha chegada pelo Rantas, dos nossos amigos do Revisão da Matéria, num post que intitulou Novas ideias no Merdex, verifico que continua intacta a arrogância esquerdista de se considerar a «boa consciência» do mundo, os fiéis depositários da Verdade.
Começa mal, ao publicar um post noutro blog, não me dando conhecimento através dum comentário no meu e queixando-se da falta de resposta num comentário a outro post do Merdex.
Classifica as ideias que expresso sobre Mário Soares aqui como «originais». Mesmo pondo a palavra entre aspas, finge não conhecer que as ideias sobre a personalidade do visado são partilhadas por uma maioria grande dos portugueses, ou os documentos históricos que relatam o seu papel na descolonização. E se classifico esta de criminosa, é por entender (e muito bem acompanhado) que, mesmo em 1975, teria sido possível fazê-la sem as consequências desastrosas que teve para as populações autóctones e para os portugueses aí residentes. A história recente de Timor, Guiné, Angola ou Moçambique, com toneladas de mortos, fome, guerras, corrupção e milhares de etc. justifica bem o adjectivo que usei, mesmo que com liberdade em relação ao Código Penal.
Como must, a velha costela censória dos seres cheios de si mesmos, que se permitem dividir as leituras entre boas e más, do alto de um qualquer Olimpo moral (cheio de lápis azuis) onde obviamente se encontram. Ainda não perceberam que o pluralismo implica que as ideias não são boas ou más por serem, respectivamente, iguais ou diferentes das nossas. A esquerda no seu melhor. É nestes pequenos pormenores eles se descaiem em relação à sua matriz antidemocrática, como qualquer bom dono da verdade.
E quem não concorda com eles, pertence necessariamente «às franjas mais (sublinhado meu) extremistas», a que, apesar de tudo (sublime magnanimidade), é positivo dar voz.
Isto dito por quem escreve aqui que «a "sociedade civil", quando largada à solta, tende a votar estupidamente». Só é hilariante porque põe à vista o íntimo destes «modernos» pensadores sem eles se aperceberem.
Por não me parecer que o local indicado para continuar uma conversa, que se transformaria a dois, sejam os posts, só lhe darei seguimento, se caso disso, nos comentários.
Este carro, o Ford Ka, na sua versao 1.3 com as opcoes base do costume (airbags,abs,radio,etc...) é vendido pela módica quantia de 6.990€!

Nao é que eu goste particularmente do modelo ou da marca mas o preco é espantoso.

Democracia Directa

Os Portugueses opinam que a reforma que deverá ser a prioridade do Governo sao de facto duas em igualdade de circunstancias: Administracao Publica e a Justica (cada uma com uma percentagem de 33%* dos inquiridos).

Para esta semana escolhemos o tema da Europa e quais os modelos que mais beneficiariam Portugal.

Ide Opinar!




* A margem de erro deve ser sensivelmente a mesma do que a das previsoes da Eurosondagem para os resultados do MS.

Novo Colaborador

Como já puderam constatar o Merdex tem um novo colaborador que assina como Obelix.

Assim, pela primeira vez no seu já longo historial, o Merdex publica os escritos de um elemento que nao pertence à sua Redacao.

O mérito, é claro, vai todo para o Obelix!

Sejas bem-vindo!