O Dilema Moral




O Alex diz ali em baixo que A ÉTICA DA REPÚBLICA É A LEI!
É verdade que na altura não comentei, mas não concordo com a posição (a polémica faz parte da nova estratégia de marketing do Merdex).

A posição do Alex toca um relativismo que não partilho e que, na minha opinião, abre a porta a situações que nunca poderia tolerar. Ao negar a existência de uma moral fora da lei o Alex está precisamente a fazer o que não queria: está a impedir o livre arbítrio de distinguir entre o Bem e o Mal e está a entregar, de bandeja, esta distinção a terceiros.

Quando diz que “Nada impede que cada um, individualmente, possa agir conforme a Ética. A sua.” não é verdade: na sua óptica há – é a Lei!

Compreendo que o Alex odeie “todos os grupos moralistas que julgam ter a Verdade”. Eu também os odeio (!); mas isso tem mais a ver com uma questão de mentalidades do que com um dilema moral.

Visionários



Quando, em tempos lá mais para baixo, se discutiu neste blog a questão das dicotomias esquerda/direita, a generalidade das opiniões foi no sentido de que hoje se tornou mais relevante falar de uma dicotomia entre “os que defendem a mudança”/”os que são contra a mudança” (Manolo dixit).

Nos últimos dias tem sido muito comentado um artigo do Tony Blair (julgo que na Economist) em que ele refere algo como: hoje, tão importante como a discussão entre esquerda/direita, é a discussão entre aberto/fechado.

O Merdex sempre à frente do seu tempo!

Pedacocos



Irrita-me profundamente a orgia de opinices sobre como se deve educar, ensinar, lidar, compreender, …. pentear, vestir,… os bebés, as crianças, os jovens, os adolescentes….

Mas afinal qual era mesmo o problema, antes destas iluminadas teorias?

Declaracao de Voto

Tareão

Fim-de-semana é tempo de lar os jornais. Quando acabo sinto-me como se tivesse levado uma valente carga de porrada.

Esta semana fui logo atingido por uma cabeçada da Bragaparques, depois levei uns directos do Ministério Publico e umas biqueiradas valentes do Governo. Já quase no chão ainda encaixei uma joelhada do Ministério da Educação e no fim, só mesmo pelo gozo, ainda tive que aguentar uns carolos dos candidatos à CML….

Lugares-comuns.....



O contrato cidadão/Estado está inquinado por um passado em que o Estado se foi apoderando de uma grande parte da capacidade de decisão individual dos cidadãos. Fê-lo coercivamente (Estados absolutos, fascistas, comunistas e quejandos), e mesmo depois de perder algumas dessas suas características autoritárias não devolveu aos cidadãos toda essa individualidade que lhes foi roubando.

Hoje é evidente a incapacidade do Estado para gerir com eficácia este contrato e dar respostas rápidas e eficientes às complexas solicitações que lhe vão sendo pedidas.

A redefinição dos modelos, com o objectivo de criar uma sociedade mais justa e equilibrada, tem que começar por uma redefinição do papel do Estado!

Mai nada!

O Meu Amigo António




Por motivos puramente circunstanciais almoço quase todos os dias com um colega Português, de seu nome António (nome verdadeiro).

O meu amigo António acumula todos os defeitos de personalidade em que eu possa pensar, e é por isso que eu o utilizo como o meu Barómetro da Estupidez (ou seja, quando quero verificar a sensatez de alguma ideia eu comento-a com ele: se a resposta é o habitual comentário idiota, está tudo bem; se pelo contrário ele concorda, então algo está mal e eu regresso ao meu gabinete, pensativo e a tentar descobrir as enfermidades da minha consideração).

Hoje decidi comentar com ele uma reportagem publicada na Sábado da semana passada sobre pedofilia. A reportagem é revoltante e ao mesmo tempo assustadora (uma jornalista fazendo-se passar por uma miúda de 12 anos foi imediatamente assediada e convidada para conversas e encontros com adultos). Curioso, decidi submete-la ao Barómetro: depois de uma ténue concordância sobre a gravidade do problema (que me chegou a preocupar), logo veio a sentença final:

“pois é, pá, mas também tens que ver que hoje as miúdas andam por aí com umas mini-saias que quase lhes deixa ver o rabo…… e depois admiram-se!”

Confesso que desta vez tive que me conter para não o mandar para o c****! mas depois controlei-me… em favor da manutenção do meu “disfarce”.

Ainda tentei argumentar mas estou certo que sem nenhuns resultados. Aliás nestes casos acho que resultados, resultados… só mesmo com a castração!

Viva Portugal.




As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

-- Luís de Camões,
Os Lusíadas (1572)
Canto I, 1--2

A beber

Isto de discutir politica sem se beber nada é que nao pode ser.



Recomendado! Só mesmo com um pinguinho de água...

Todos ao molho e fé na Europa!



Mini, médio ou grande a Europa precisa de um novo tratado em forma de Constituição!
A melhor forma de legitimar este tratado é através de um sufrágio directo, universal e feito simultaneamente em todos os países membros!
Mai nada!

Vote For Me!

1. Os sistemas descentralizados são uma das chaves de sucesso em algumas das áreas que tem tido índices de desenvolvimento mais significativo (comunicações, gestão, sistemas computacionais, …) porque permitem uma gestao dos recursos mais eficaz.

2. Regra geral, os sistemas mais pequenos e menos complexos sao mais fáceis de gerir.

3. Em última análise um autarca tem sempre como objectivo aumentar o número de constituintes da sua congregação.

Objectivo: criar um sistema descentralizado, assente no princípio da subsidiariedade, que fomente a competição entre autarquias para que estas se sintam estimuladas a atrair mais habitantes. O desenvolvimento regional que advém desta competição, e o próprio fluxo de populações que ela pode originar, servirão de mola impulsionadora ao desenvolvimento Nacional.

Proponho:

Transferência de competências para as Autarquias: Fiscalidade, Segurança, Obras Publicas, Trabalho e Segurança Social, Saúde, Educação, Cultura, Turismo, … (enfim, praticamente tudo!)

O Estado:
- Assegura a Defesa, Justiça, Politica Externa
- Apoia uma rede de Agencias Nacionais que actuam em áreas onde não se justifique ou não faca sentido a multiplicação de serviços locais (i.e. Defesa do Consumidor, Qualidade Ambiental, Imigração, …)
- Gere um Fundo de Coesão (segundo os mesmos princípios do da EU)
- Gere as Finanças Nacionais de forma a garantir os nossos compromissos internacionais
- Estabelece metas e bandas de convergencia em algumas áreas (niveis de educacao minimos, salário mínimo, ...)


(como não percebo muito de finanças nao opino sobre como financiar o Estado, mas algum sistema haveria de se encontrar…)

O Governo passa a ser eleito directamente (os partidos apresentam as listas do elenco governativo e respectivo programa; o sistema é aberto a listas independentes). O Parlamento Nacional é constituído proporcionalmente por representantes das Autarquias.

Eu nao queria mesmo falar da Ota ... mas já que me perguntam:

A minha solucao é Portela+1

1. Manter a Portela e adequá-la principalmente para os sectores do low-cost e business aviation (os dois sectores que tem sido, e vão continuar a ser, os responsáveis pelo aumento do tráfego aéreo). Adequá-la significa, por exemplo, reduzir os serviços aos mínimos para reduzir igualmente as taxas de aeroporto (factor essencial no planeamento de rotas das companhias low-cost)

2. Construir um segundo aeroporto vocacionado para: voos intercontinentais (longo-curso), para os passageiros em transito e para serviços relacionados com a actividade aeronáutica (manutenção, construção, treino, formação, …).

As vantagens desta solução:

A. O facto de manter a Portela em operação com baixas taxas de aeroporto permite continuar a promover Lisboa como um destino low-cost, city-break, congressos, … como permite também um acesso fácil aos homens-de-negócios que cada vez mais viajam em business-jets.

B. O novo aeroporto vai permitir a operação dos grandes aviões e dar as condições à TAP para poder continuar a concorrer por um lugar de destaque nas ligações com a América do Sul (é natural que as taxas neste aeroporto sejam mais altas mas estas taxas mais altas são mais facilmente diluídas nos custos dos voos de longo-curso). Permite ainda afastar do centro urbano de Lisboa os aviões mais poluentes. Permite também potenciar a região onde estiver localizada como um cluster para a industria aeronáutica (sector de grande valor acrescentado em que eu acho que Portugal pode e deve ganhar mais destaque).

Esta solução distingue três fluxos distintos de passageiros e permite adequar os serviços às características particulares a cada um dos fluxos: um de viagens curtas em que o tempo para chegar ao destino final é muito importante; um de viagens longas onde este tempo fica mais facilmente diluído no tempo total da viagem; e outro de passageiros em transito que regra geral nem saem do aeroporto.

O argumento que ouvi até agora contra o Portela+1 é que não é economicamente viável porque duplica os custos. Não percebo a objecção.

Nota final: a aviação Europeia vai entrar na revolução mais importante de toda a sua história. Eu compreendo a urgência da decisão de começar a construir o novo aeroporto (ou melhor, não compreendo mas pronto….) mas achava talvez mais sensato ver primeiro o desfecho destas importantes mudanças antes de colocar a primeira pedra.

Ora atao vamos lá a ver se o blog anima.



Nem que seja para discutir o sexo dos "anjos" ....

Eu nao quero falar da Ota mas ....

Fazer umas análises tipo custo-beneficio de duas ou tres opcoes (como tem vindo a ser proposato) parece-me acertado.

Nao quer dizer que depois a decisao politica vá necessáriamente no sentido da opcao mais barata, mas o contribuinte tem direito a saber qual o delta que vai pagar por o Governo ter optado por determinada solucao.

A existencia de um enquadramento que obrigue a que se apresente publicamente as relacoes custo-beneficio dos investimentos publicos parece-me uma boa ideia.

Eu nao gosto de economes; gosto é de perceber as coisas!

Uma questao de justica....

"Menos férias que na Europa" , Diário Notícias de 05-06-2007

Ah! Voces querem fruta ?! Entao toma lá ......

"Portugueses são quem mais falta por doença", Diário Económico de 05-06-2007

FAIT DIVERS



- É próprio de quem não está bom da cabeça!

Com esta sentença Marques Mendes deu uma cotovelada no ministro e em todo o seu governo! Imagino as parangonas dos media …
Aparentemente, uma Senhora Directora de Educação decidiu suspender um professor porque um “delator” vulgo bufo, lhe ter dito qualquer coisa que o antigo deputado do PSD, o Charrua, teria comentado acerca do Sr. Sócrates... Se ao menos fosse o bufo que tivesse um processo disciplinar...

O nosso ilustre ministro das Obras falou desdenhosamente da margem sul, comparando-a a um deserto, ficando nos anais a sua frase: O Aeoroporto na margem sul? Jamais! Jamais (à francesa). É claro que temos que entender. Foi a seguir a um bom almoço…

Santana não perdeu tempo e deitou o seu veneno sobre os da sua côr: Atitudes estalinianas, próprias dos nazis e das ditaduras... Não faz a coisa por menos o nosso amigo Flops.

A nossa política fervilha… As eleições para Lisboa estão aí e a coisa promete. Cada partido está acossado por um Independente da sua área e são umas eleições muito sérias.
Mas temo que este “desfile de vaidades” não deixe discutir os problemas e as soluções da cidade.

É tempo de acabarem com os fait divers! É tempo de se fazer política! É discutir os números conhecidos, por exemplo, da nossa taxa demográfica. Cada mulher gera 1,4 crianças na sua vida. NÃO CHEGA! Assim acabamos. Temos o PIOR número da Europa! Daqui a 30 anos, UM TERÇO da população tem mais de 65 anos! Todos sabemos o significado disto, ou não? A nível de sistema público de saúde ou de pensões de reforma? E no entanto… a nossa politiquice fervilha de episódios, mas a Política…

O novo Aeroporto faz-me lembrar outros processos. Alqueva foi estudado no tempo da outra senhora e só se concretizou passados quase cinquenta anos!
A propósito da OTA, quero dizer o seguinte: não conheço os estudos, nem os planos financeiros nem conheço o negócio do transporte aéreo. Mas sei o seguinte: o novo aeroporto já se discute há mais de uma década, pelo menos. E uma coisa é certa, pelo que me é dado a ver, pois oiço, vejo e leio o mundo, como todos: Lisboa precisa de um aeroporto novo. E o mais rápido possível. Se alguém tem outra ideia em relação a isto que explique.
Outro facto é que após os estudos, em 2000, o projecto do Aeroporto da Ota foi decidido, entregue em Bruxelas como projecto priopritário. As coisas foram andando e passados 3 governos (!) levanta-se o país inteiro contra a Ota. Conheço todos os contras desta obra faraónica embora o que não saiba é quais são as alternativas. É que são tantas que desconfio que não há nenhuma. O segundo facto é este: não há alternativas em tempo útil.
Não estou a defender o governo. Eles têm que ser minimamente responsáveis para não pôr em causa a solução do problema.

Camões chamou de “velhos do Restelo” aqueles que se opuseram à futura epopeia dos Descobrimentos. Sinceramente acho de uma futilidade atroz a política do PSD neste campo. O que querem? FAZER BARULHO. Só. Ou querem recomeçar agora o processo? Mas já esqueceram que Lisboa precisa de um Aeroporto novo? Temos é que fazê-lo. E depressa.

Finalmente, direi que gostei de António Costa sugerir um grande parque, um novo pulmão da cidade para os terrenos da Portela. Isto é que devemos discutir.

Eu gosto de Política, sendo este conceito muito abrangente, e constituindo por si só uma ideologia (politica é a arte do possível ou a arte de tornar possível o que for necessário), mas custa-me que Políticos só estejam interessados nos fait divers.

Saúdinha
PS: Aprovo a proposta da OA no sentido de tornar incompatível o exercício da advocacia com o cargo de deputado da República.

NINGUÉM PÁRA A GLOBALIZAÇÃO!

Almocei há dias com o nosso ilustre correspondente Obélix, que infelizmente não nos dá o prazer da sua prosa, mas decidi pôr à discussão uma sua ideia que considero interessante.
Diz ele que a Globalização vai parar. Enquanto os países afectados por ela foram os países cuja produção tinha pouco valor acrescentado a globalização cresceu, mas quando os países que produzem os bens de grande valor acrescentado começam também a ser afectados a coisa fia mais fino. Defende o Obélix que esses países, mais ricos, quando começam a perder a concorrência, a verem as suas empresas a deslocalizarem e o aumento do desemprego, não vão ficar de braços cruzados. E aí a globalização terá os seus dias contados.
Ideia interessante.
Não sou a favor desta posição. Julgo que o comércio livre, a sã concorrência é a única forma para a riqueza crescer e as pessoas viverem melhor.
Também sei que é impossível as economias onde existe um estado social, onde os trabalhadores têm direitos e garantias não podem concorrer com países onde o trabalho é quase escravatura. Como haver comércio livre nestas condições? Baixar o nível de garantias, de benefícios sociais aos povos das democracias ocidentais? Não pode ser esse o caminho, embora nesse campo é evidente que temos que enfrentar a inevitabilidade da mudança. Mas a única resposta é subir as garantias dos povos das economias emergentes. Não se faz de repente mas a única solução é essa. A grande bandeira política deste tempo deve ser essa, a de lutar pela garantia de direitos sociais.
Até porque a globalização é imparável. Hoje no cyberespaço a mobilidade da informação, do conhecimento, das causas abrangentes, é qualquer coisa impossível de suster. Colocar barreiras, políticas proteccionistas e isolacionistas, criar fortalezas económicas, não resolve. Antes pelo contrário, criará tensões e, em última análise, a guerra.
A solução, a prazo, será uma carta dos direitos sociais em todo o mundo.
Saúdinha

A REBALDARIA

Aconselho vivamente a lerem as cartas de Moita Flores. Uma à Comissão de Ética e outra à iluste e digníssima S. Exa a Secretária de Estado da Reabilitação Sra D. Idália Moniz. Está magnífica, brilhante. É uma oposição certeira. Nunca vi mais certeira!
(Peço que os conhecedores destas ferramentas façam um link qualquer...)
Mas nem a propósito. No post atrás defendi que a Ética da República era a Lei. Aqui vemos a República pedir ajuda à Ética. É o Estado da Rebaldaria!
Saúdinha

A ÉTICA DA REPÚBLICA É A LEI!

Esta é uma questão interessante. Várias vezes vemos pessoas a dizerem que razões éticas não permitem isto ou aquilo. A Ética é um valor muito alto na escala dos mesmos.
É a Ética que nos faz comportar da maneira que o fazemos. É evidente que não existe só uma Ética. Não há autoridade que catalogue se um determinado acto é ético ou não. Há tentativas, e de facto, há necessidades nesse campo, por exemplo a Comissão para a Ética da manipulação genética da Vida…
Lembro-me de Guterres ter usado a expressão, e mais recentemente Pina Moura voltou a dizer que a Ética da República é a Lei.
Vem isto a propósito das eleições para a Câmara e para a discussão em torno da necessidade ou não de a Assembleia Municipal ir também a votos. Paula Teixeira Pinto, presidente da Assembleia e Presidente da Distrital de Lisboa do PSD, o próprio partido na voz do seu líder, Marques Mendes, pensam que nada põe em causa a legitimidade desta assembleia. Por outro lado, o actual Presidente da Câmara, (surpreendentemente), não demissionário, acha que se houver eleições para a Câmara também deve haver para a Assembleia, tal como António Capucho autarca de Cascais que disse que eram razões éticas que deveriam levar às eleições também da assembleia. Naturalmente, toda a oposição é desta última opinião.
Claro que todos percebemos o problema. Ninguém quer perder o poder, mesmo que seja o poder de não deixar fazer. Todos sabemos que há sempre as próximas eleições.
O que me interessa aqui é fazer notar que a Ética não é comum. E serei sempre contra os que me queiram condicionar a minha ética. Odeio todos os grupos moralistas que julgam ter a Verdade. Nada impede que cada um, individualmente, possa agir conforme a Ética. A sua . Quem julga determinado acto é a sanção dos seus pares. No trabalho, na escola, ou na família.
Com isto quero dizer que de facto, na República não pode haver outra ética senão a Lei.
O difícil é ter boas leis…
Saúdinha

UMA QUESTÃO DE CLASSE


Fomos surpreendidos pela notícia de que Jorge Sampaio foi convidado para ser o primeiro Alto Representante do Sec. Geral das NU para a Aliança de Civilizações.
É altamente prestigiante para o país.
Se juntarmos ao cargo já longínquo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ONU de Freitas e aos mais recentes Presidente da Comissão Europeia de Durão Barroso e de Alto Comissário da ONU para os refugiados de Guterres, percebemos que Portugal está bem cotado nos areópagos da politica internacional.
O que não percebo é isto: como é que os dois últimos primeiro-ministros (excluindo aqueles quatro meses) e o último Presidente estão em cargos tão elevados e saíram de cá, da nossa miserável “classe política”, da corja de chulos que nos governam.
Será que a nossa classe política é assim tão má? Estas são as excepções? Ou nós não damos o devido valor à classe política? Ou não há nada a fazer por este povo português?
Saúdinha