Ocidente, manter o Poder
A MINHA VERGONHA

As imagens que vi num metro de Barcelona, onde um skin (?) insultou, esbofeteou e pontapeou uma emigrante (?) equatoriana causaram-me um arrepio.
Nem falo da atitude do energúmeno, pois o que foi mais arrepiante pois a total passividade dos presentes, com aquela atitude de “não é nada comigo”.
Em pleno século XXI, numa sociedade de Liberdades, Direitos e Garantias, valores constitutivos da nossa sociedade Ocidental, como é possível não reagir contra uma acção daquelas?
Será que os cidadãos estão tão insensíveis, tão certos que a Liberdade é garantida que pensam que ela é eterna? Será que o medo,. a insegurança os fazem optar por um prudente silêncio? Qual será o limite a partir do qual, alguém reage? Só quando nos toca de perto? Será que não existe solidariedade, que as alterações da sociedade estão a tornar-nos tão apáticos em relação às injustiças, desde que elas afectem apenas, os outros?
A minha grande vergonha, é que no meu íntimo, não consigo garantir que reagiria a uma cena daquelas. É a mais pura das verdades. E isto causa-me dor.
É que a passividade, quando está em jogo a Liberdade pode ter resultados catastróficos.
UNIÃO IBÉRICA

Valdano escreve sobre futebol internacional mas fala principalmente, apoiado no que se passa em Espanha, dos clubes, jogadores, treinadores que actuam no país de “nuestros hermanos”.
E já dei comigo a pensar: Mas que raio nos interessa a nós, portugueses, o que se passa no futebol espanhol?
A verdade é que isto é um sinal de algo muito mais vasto: Portugal e Espanha, estão cada vez mais unidos pela economia, e vão surgindo cada vez mais áreas em que a divisão entre os dois países se vai esbatendo. Todos sabemos das empresas espanholas que estão em Portugal em quase todas as áreas, desde o sector financeiro até aos serviços. Hoje quando vamos a uma superfície comercial sabemos que os produtos que vamos comprar são produzidos, ou comercializados por empresas espanholas, quando vamos ao hospital é cada vez mais normal sermos assistidos por médicos ou enfermeiras espanholas. Também conhecemos muita gente que foi estudar nas Universidades espanholas ou foi trabalhar para Espanha. E o inverso, embora talvez com menos impacto, também sucede. Estão em curso grandes projectos ibéricos, como o plano hidrológico ou o TGV. E desde a implantação das Democracias Ibéricas que os governos dos dois países se reúnem nas cimeiras ibéricas discutindo e implementando programas e objectivos comuns. Também nos plano internacional, na EU e nas reuniões ibero-americanas se vai cimentando esta aliança ibérica.
Com isto o que eu quero dizer é que a União Ibérica já existe embora em fase embrional. E numa época de globalização, em que ambos os países estão na União Europeia num processo federalista, não faz sentido que tenhamos medo em falar numa União Ibérica. E União Ibérica é uma união entre dois Estados e não a absorção de um pelo outro. E porque seria bom? O peso duma União Ibérica, dentro da União Europeia e no Mundo seria muito maior do que o somatório dos dois países. As políticas de investimento, politicas sociais seriam muito mais fortes. Mas acima de tudo, considero que entre os Portugueses e os Espanhóis (Galegos, Castelhanos, Andaluzes, Catalães) não existe grandes diferenças, tanto culturais, como religiosas, como históricas…

Não estou a rasgar e esquecer a nossa História. Nem pensar. Portugal tem e terá um orgulho imenso na sua História e na sua Independência conseguida exactamente contra Castela. O que defendo é, não esquecer o passado, mas tornar mais forte o futuro. E, como disse, uma União Ibérica só pode ser uma união entre dois Estados, Portugal e Espanha. Não estou a pôr em pé de igualdade as províncias espanholas com Portugal.
Há muito tempo que acredito que o primeiro de Dezembro de 1640 foi o maior erro histórico dos Portugueses. Continuo a pensar assim. Não foi nessa altura. Será no futuro. E atenção: eu não quero ser espanhol! Sou e serei sempre português, com muita honra e orgulho. Sou tão patriota como o mais empedrenido!
Viva Portugal! Viva a União Ibérica!
Saudinha
PS Já disse às minhas filhas: a língua estrangeira mais importante é o castelhano.
O MUNDO É DOS INSECTOS!

“O futuro vai ser dominado por insectos” dizia o meu avô. Se calhar tem razão, o meu querido avô.
LEI DO TABACO

Quando, finalmente saiu a lei “anti-tabaco”, foi-lhe perguntado se o seu café seria de fumadores ou não-fumadores. Respondeu que gostaria que fosse de não-fumadores mas que não tinha hipótese…
O Governo decidiu (depois de muitos países europeus) legislar no sentido de proteger os não-fumadores. Na primeira proposta dizia-se que, além das instituições e serviços públicos , também nas empresas abertas ao público (cafés e restaurantes) até 100 m2 seria proibido fumar.
Eu concordo em absoluto com o sentido da lei. Proteger os não-fumadores, no seu direito de ser não-fumador. A melhor maneira de resolver o problema (pois também defendo o direito a ser fumador), seria o de estabelecer espaços para fumadores e espaço para não-fumadores. Como isso, para espaços pequenos impossível, houve que estabelecer um espaço (não faço ideia se os 100m2 são os adequados). E concordo que, nos espaços em que seria impossível haver segregação de espaços, o estabelecimento seria não-fumador.
Vária vozes foram contra esta solução. Perseguição aos fumadores! Ataque à Liberdade Individual (do proprietário do café, pois este deve ter liberdade de escolher se o seu estaminé é para fumadores ou não). O Governo fez-lhes a vontade. O resultado? Quase nenhum. Se havia um objectivo na lei, foi cumprido? Eu acho que não. Como se demonstra no exemplo no inicio.
É que este é um exemplo do que o bom senso não resolve (aparentemente) e o Estado vai interferir na luta entre duas liberdades. A Liberdade do fumador e a Liberdade do não-fumador. Qual ganhou?
Saúdinha
A SANTA ALIANÇA

A declaração de guerra que os dois fizeram a Bush é impressionante.
É que, é bom que não se esqueça, a luta pelo Poder não tem descanso.
Nesta guerra, que, na minha opinião os USA estão a cada dia que passa a perder vantagem. Há quem diga que o Império atingiu o cume e vai começar a perder Poder.
A ONU (ou deverei dizer, os Estados Unidos?), através de Tony Blair, está a jogar uma cartada no Médio Oriente. Com problemas na faixa de Gaza – o Hamas controla – ,no Líbano - a Hezbollah está latente – Israel está ameaçado… pelo Irão. Tony Blair vai tentar, ao fim de 60 anos (!) tentar a f´rmula dos Dois Estados. É uma missão quase impossível, digo eu, mas Tony Blair pode ser o gajo certo.
Além destes problemas, o Iraque continua sempre em crescendo, não se adivinhando quando estará seguro. As tropas americanas não podem aguentar muito mais, sem a Opinião Pública exigir o regresso.
Mas dizia eu, perante esta aliança, assustadora, aterradora, que declaram guerra aos USA, não tenho dúvidas em relação a qual deve ser o meu lado da guerra. Acredito que haja quem defenda uma neutralidade, eu não. Se os USA perdem Poder para esta Aliança, nós vamos perder.
Defendo é que seja possível os USA e a UE terem uma política diferente. Uma política que defenda os nossos Valores com toda a emergia possível, mas respeite os outros. Uma política para os povos.
Nesse sentido torna-se importantíssimo o nome do próximo Presidente dos USA.
Alguém tem opinião dos possíveis candidatos?
PS: Enquanto isto a China… tece a sua teia. Estou convencido de que quando a China abrir a sua boca, será para dizer: A partir de agora isto é diferente… e ditará os novos mandamentos. Mas eles têm tempo… A escala de tempo da China é diferente. Por ora, felizmente, é evidente que não se juntam a esta Santa Aliança.
Saúdinha
Arte Contemporânea? É Por Aqui.
Lembro-me do culto das músicas dos Velvet Underground e quejandos, lembro-me das estantes cheias de livros estranhíssimos do Boris Vian, Kafka ou Kerouac e lembro-me das paredes cheias de serigrafias do Warhol e do Lichtenstein que eu, na minha (ainda hoje persistente) falta de cultura no campo das artes visuais, cheguei a pensar que era o meu cunhado que as fazia (ele que até tinha alguns dotes artísticos). Aquilo era de facto um banho de “Cultura Pop”.
Quando a minha irmã se separou eu perdi o contacto com este meu cunhado e de alguma forma também com esta “Cultura Pop”.
Pois agora que o nosso Comendador conseguiu incluir Lisboa na rota da arte contemporânea (onde a “Arte Pop” é certamente um dos seus movimentos mais significativos) declaro desde já o meu empenho para que o Merdex não fique fora da Rota.
(Pin Ups de Mel Ramos)
Terror Estereofónico
Como pai, até tremo só de pensar na famosa “Idade dos Porquês” por onde todas as adoráveis criancinhas passam lá por volta dos 5/6 anos.
Por mais boa vontade, abertura de espírito e consciência educativa com que me prepare para responder às primeiras perguntas, sou rapidamente consumido pelo ininterrupto encadeado de questões que se sucedem a um ritmo frenético e que utilizam uma lógica absolutamente metafísica na sua subordinação. O desespero leva-me normalmente a recorrer a manigâncias de que depois me envergonho (do tipo “vai perguntar à mama” ou “olha, os desenhos animados já começaram”).
Agora imaginem tudo isto em estéreo! Garanto que por muito menos há muito boa gente internada em hospícios.
Eleições, Para Que Vos Quero?
Parece-me demasiado fácil dizer que o fenómeno não é mais do que a constatação da fraca consciência cívica que é pressupostamente uma das características do povo Lusitano. Já por diversas vezes, sob o modelo adequado, os Portugueses deram mostras de que estão dispostos a participar e a manifestarem-se (neste gráfico vemos que já houve inclusive eleições em que a taxa de participação atingiu os níveis mais altos dos restantes países Europeus).
O Manolo diz num dos posts lá em baixo qualquer coisa como: os modelos políticos não estão a acompanhar a evolução das expectativas dos cidadãos. Concordo em absoluto e Portugal é certamente um dos países Europeus onde esta afirmação é mais verdadeira. Os Portugueses arrancaram para a modernidade e nos últimos anos deram saltos quantitativos e qualitativos de gigante (os programas do A.Barreto que vi, e tenho muitíssima pena de não os ter visto todos, davam bem conta disso). No entanto o modelo político não evoluiu: uma Constituição pesadíssima, um sistema partidário desorganizado, afastado dos cidadãos e quase implodido à conta das tricas dos seu barões, um sistema municipal bafiento sem capacidade para funcionar e que só serve de bebedouro para o caciquismo partidário, um parlamento que pouco parlamenta e que é pouco mais do que o camarim dos nossos políticos profissionais.
Não se revendo no modelo, os eleitores mandam-no às malvas e juntam-se todos num cantinho à espreita de alguém em quem possam confiar … chame-se ele Sebastião ou não.
Eu só espero é que quem venha, venha por bem!
Tu É Que És O Presidente Da Junta
Da mesma forma que disse que não acredito numa Europa construída à margem dos seus cidadãos, também não tenho muita fé numa cidade gerida sem a participação dos seus habitantes.
Lisboa está nesta situação. A maioria dos seus habitantes não está com muita disposição, ou pelo menos com um mínimo de entusiasmo, para ajudar a resolver os problemas da cidade. Esta é seguramente uma leitura que se pode fazer da elevada taxa de abstenção, independentemente das razoes que possamos julgar terem levado os eleitores a preferir outras paragens que não as mesas de voto.
Rock Em Stock
(My Way, Frank Sinatra)
Era Uma Vez O Menino Zéquinha

Eu sei que estas ilações são sempre abusivas, mas neste caso não resisto: o episódio do Zéquinha é sintomático da atitude face à autoridade que se tem generalizado em Portugal. Ou seja, não se dá grande valor. E até se a pudermos estorvar, nem hesitamos! Só assim se explica que um puto de 18 anos se dê ao desplante de tirar o cartão da mão de um árbitro (não, o calor da competição não pode ser justificação!). E se as histórias do irreverente Menino Zéquinha ainda tinham alguma graça, a esta não lhe consigo achar piada nenhuma.
Julgo que, entre os povos europeus, não deve haver nenhum outro que demonstre tão grande desrespeito pela autoridade como o Português (talvez os Gregos que têm a mania que são artolas … mas mesmo assim…).
Aquele rapaz, o Arroja (que agora escreve no Portugal Contemporâneo), diz que o povo Português quando lhe é dado o Poder, através da Democracia, não sabe o que lhe há-de fazer e começa a desbaratá-lo….Será?
Oportunidades Mesmo Novas

(Alentejo, Raphael o Pensativo)
Um dos grandes desafios dos anos vindouros vai ser o aperfeiçoamento de fórmulas capazes de equilibrar a economia (entendida como a manutenção/crescimento da nossa actual qualidade de vida) com a protecção do ambiente. Este equilíbrio, que é normalmente referido como desenvolvimento sustentado, já há muito tempo que devia ser transversal à actividade politica (económica e social) e estar enraizado na actividade individual. Na realidade não o está: nem num caso nem noutro.
Salvo raras excepções, a generalidade dos Estados e das Pessoas continuam a ter comportamentos essencialmente egoístas e a chutar o problema para o vizinho do lado.
Em Portugal, então, o caso é gritante. Os sucessivos ministros do ambiente não têm sido mais do que meros figurantes a ver passar os bonecos. Não me lembro, em nenhum governo, de ver uma politica concertada, nacional, de defesa do ambiente. E é pena! Esta era uma das áreas que Portugal se deveria juntar ao grupo dos países campeões da causa. Uma área em se deveriam desenvolver boas práticas que depois pudessem originar pólos de estudo e de investigação, novas indústrias, novas tecnologias, novos empregos, … Penso que o sector privado está prontinho para começar a investir em tudo o que é desenvolvimento sustentado; bastava o Governo dar sinais claros que esta seria uma prioridade, um desígnio nacional, para que o mercado começasse a funcionar.
Ou Há Democracia Ou Comem Todos
Ali em baixo, o Alex põe o dedo numa ferida antiga: não há Democracia sem democratas.
Dá o exemplo de Timor para conjecturar que a Democracia não é um sistema de aplicação universal, e que quando as populações não sentem um certo apelo democrático a implementação deste sistema torna-se tarefa difícil.
Depois vira-se para Portugal e aponta o dedo ao autocrático Primeiro-Ministro Sócrates (ao ponto de lhe por um nariz de porquinho), dando a entender que seria ele um dos principais culpados de uma certa falta de democracia que hoje se pressente na sociedade portuguesa.
Acho que o Alex disparou ao lado: para acertar na explicação para o tão propalado deficit democrático da sociedade portuguesa, bastava-lhe ter continuado na mesma linha de raciocínio que tinha utilizado na primeira argumentação.
Lisboa, Cidade Cosmopolita
A Beber

E aqui fica a receita para o Gin Tónico perfeito:
You need:
1. Some Collin/Highball glasses or just tall glasses for water
2. some lemons [well washed]
3. ice-cubes [a lot :-)]
4. Gin [I prefer Bombay Sapphire but if you want strong taste you can try Tangueray]
4. Some Tonic cans [I prefer Tuborg]
and now the recipe [with its secrets...]
1. Cut a lemon slice and squeeze it into the glass, to get out all its oil and juice and after this put it at the bottom of the glass
2. Full with ice cubes till the edges of the glass [i repeat: till the edges!]
3. Squeeze a half lemon above of the ice cubes. Wait for 30 secs.
4. Fill the 1/3 of the glass with Gin [how much strong do you want your cocktail?]
5. Fill the rest of glass with Tonic
6. Gently stir the mixture with the knife you have cut the lemon
Thats it!
Now you know, how to make the PERFECT Gin 'n Tonic!
Cheers! ...and please drink carefully...
Rock Em Stock
Aparentemente o Eric Clapton compôs esta música enquanto esperava pela sua mulher que se arranjava para irem a uma festa.
Pois aqui fica, na versão cantada pelo Ivan Lins, para que vocês se lembrem dela naquelas ocasiões em que exasperadamente esperam que a vossa mulher (ou marido!) acabe de se arranjar. E depois não se esqueçam de lhe dizer que ela (ele) “look wonderful tonight”



